Artigo saído no JH 1ª Edição
Defender a Petrobras é investigar denúncias de irregularidades
MIRANDA SÁ, jornalista
No Brasil dominado pelos pelegos sindicais em nome de um falso socialismo, o governo é um polvo cujos tentáculos se estendem além dos Ministérios. As empresas estatais aparelhadas fazem o que seu mestre mandar; a CUT (por compromissos partidários) e outras centrais sindicais (por dinheiro) juntam-se à UNE e às Ongs penduradas nas tetas governamentais no aparelho político oficial .
As estatais distribuem verbas para essas frentes partidarizadas para recrutar mercenários, como se viu nos 2.500 participantes da passeata da “Corrupção é Nossa” que ocorreu – sem o mínimo apoio popular, nas ruas do Rio de Janeiro.
Essa manifestação e outras que se organizam nos estados para blindar os diretores da Petrobras, são atreladas ao sistema governista, obedecendo ao comando da trinca que substitui Lula da Silva nas suas viagens turísticas. E justificam o dinheiro pago pelo Estado à linha auxiliar.
O manifesto da pelegagem é um primor de estelionato político. Incitam as massas a defender a soberania nacional e repudiar as tentativas de privatização da Petrobras, antigas palavras de ordem dos nacionalistas. Na verdade pouco se lixam para uma coisa ou outra. Sua finalidade é impedir a abertura da caixa preta da corrupção.
Os verdadeiros patriotas sabem que defender va Petrobras é investigar as denúncias de irregularidades. E sabem que a estatal não é de Lula nem dos pelegos, pertence à cidadania brasileira, ao seus 700 mil acionistas e, em última análise, aos que pagam impostos neste país.
São estes donos da Petrobras que teem o direito de saber o porquê de não auditorar os atos da atual diretoria da estatal. Se o PT-governo, Lula da Silva e os sérgios gabriellis da vida nada temem, não há razão para impedir a apuração das denúncias, que não são do PSDB, mas do Tribunal de Contas da União, do Ministério Público e da Polícia Federal.
Uma das tarefas dos parlamentares exigidas pelos seus eleitores é a responsabilidade de apurar os erros e os malfeitos da administração pública, divulgando os rersponsáveis pelos ilícitos – se porventura forem encontrados – e pédir à Justiça, a punição dos culpados.
O mínimo que se espera da CPI instalada no Senado é que seus membros sejam honestos. Será difícil porque o Palácio do Planalto escolheu a dedo os seus representantes na comissão. Basta examinar os nomes.
Seria normal para este e outros governos o empenho em ter representantes de sua confiança nos órgãos parlamentares, especialmente a sua presidência e/ou relatoria; mas como as CPIs são instrumentos das minorias, estes cargos devem ser divididos entre situacionsitas e opositores. É uma prática democrática tradicional.
Desta vez, não. Que se lixe a opinião pública! Que se engavetem as regras do jogo! Para obstruir as investigações vale tudo: mobilizar os sindicatos cevados com o imposto sindical e colocar marionetes para tornar impratricável o desvendamento das relações suspeitas, das conexões duvidosas e até onde chega a participação de Lula da Silva e seus parceiros.
O que vimos ocorrer na Grã-Bretanha com os parlamentares que usaram a verba idenizatória como objeto pessoal, as renúncias, as autocríticas, a vergonha e o opróbio público, poderia ser imitado aqui. Isso, talvez, impedisse a vertiginosa degradação do PT-governo e seus satélites, de falso fervor patrótico e socialismo de fachada…
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