Artigo saído n’ O JORNAL DE HOJE
O Sarney “incomum” e a Petrobras idem
MIRANDA SÁ, jornalista (mirandasa@uol.com.br)
Não encontramos na Constituição de 88 uma referência de que os brasileiros são divididos como cidadãos comuns e cidadãos incomuns. Isto é criação de Lula, que não respeita a Lei Magna e é contumaz em fazer parcerias com corruptos.
Quando o Presidente disse que Sarney não poderá ser julgado como pessoa comum, fez uma transferência personalista, colocando-se diante do julgamento futuro que, por certo, enfrentará. Pensando assim, perdoou os 300 picaretas do Congresso, assumindo o título honorário de 301º entre eles.
Evidentemente que Lula manterá a mesma opinião mesmo após o surgimento das novas denúncias de que a fundação dirigida pelo grupo Sarney está se apropriando de gordas verbas da Petrobras, como as ongs do PT & associados. É assim que ele age.
Defendendo Sarney, o pelego que conquistou a Presidência da República por um estelionato eleitoral, é useiro e vezeiro em proteger seus associados. Com seu reconhecido amoralismo, ajudou as sanguessugas da Saúde, os trambiqueiros do mensalão, os dissipadores dos cartões corporativos, os aloprados falsificadores, enfim, solidarizou-se com o rebotalho da política nacional.
Assim, não é de se estranhar que avoque a si a proteção da rapaziada da Capitania do Maranhão, protagonistas do caso Lunus (lembram-se?), o dinheiro encontrado no comitê eleitoral da filha, as corretagens do neto, os parentes e amigos empregados no Senado, o mordomo da Roseana e a mansão de R$5 milhões não declarada.
Agente do enaltecimento e perdão dos companheiros devassos, como Lula deixaria de justificar a Fundação Sarney, usufrutuária das safadezas que os infiltrados petistas fazem na Petrobtras? Para ele é um prato cheio defender os corruptos dos dois lados…
São dois lados da mesma moeda, fundidos como um brasão da quadrilha que está assaltando o Erário. Para acabar com a fanfarronada, duas medidas são necessárias e urgentes: 1) O afastamento de Sarney; 2) O andamento da CPI da Petrobras.
Com o licenciamento – ou o que seja – do Presidente do Senado, os trabalhos de limpeza da instituição poderão ser facilitados e acelerados, e com as investigações do carnaval de malfeitos da atual administração da Petrobras, veremos se o bravateiro Sérgio Gabrielli sairá mesmo atirando como disse em entrevista à imprensa.
O que não pode acontecer é o que a imprensa internacional vem divulgando insistentemente, pondo em dúvida a seriedade contábil da Petrobras e chamando o Senado Federal de “Casa de Horrores”, como publicou a revista britânica The Economist na semana passada.
A sabedoria popular nos ensina que “não há mal que sempre dure”. Por isso estamos assistindo o ocaso do Capitão-Mor do Maranhão e a necessidade de se afirmar que a Petrobras é intocável, mas seus administradores desonestos, não.
Também não deve durar o mal fechado e mal guardado que proteje os corporativeiros, cuequeiros, dossieiros e mensaleiros; enfim, a pelegagem nojenta que Lula da Silva trouxe consigo para ocupar os cargos públicos em proveito próprio.
Está na hora de estancar a hemorragia de falta de vergonha que leva o Brasil à UTI da ética e da moralidade públicas. Já está ultrapassando todos os limites de tolerância das pessoas letradas e bem informadas do país.
Chega! O mausoléu de São Luiz espera que Sarney virou um caça-níqueis, e a Petrobras – nossa empresa-símbolo, que coroou as lutas do povo brasileiro em defesa do petróleo das riquezas naturais do nosso rico subsolo – banca o jogo sobre o túmulo da desonra nacional.
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