Artigo publicado n’O JORNAL DE HOJE de ontem
De quem é a Amazônia? É nossa!
MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br
A gente só tem informação oficial de segunda mão sobre os problemas importantes para a nacionalidade, como a estratégia governamental para o meio ambiente e as investidas estrangeiras sobre a Amazônia.
Uma das notícias recentes dos jornais que muito nos alegrou foi a declaração de Carlos Minc, convidado para substituir Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente, dizendo que vai propor ao presidente Lula da Silva a participação efetiva das Forças Armadas nos parques nacionais e nas reservas indígenas e extrativistas da Amazônia.
Minc se encontra hoje com o Presidente da República sob o fogo cruzado dos dribladores da legislação sobre preservação ambiental, principalmente o desmatamento. Esta reunião definirá a real política amazônica, despertando na população – pouca afeita às questões indígenas e ecológicas – o interesse de saber o que se passa no norte do país e as ameaças que pairam sobre a nossa soberania.
A colocação dos pingos nos ii deve trazer uma resposta aos ataques estrangeiros, principalmente norte-americanos, como se lê no New York Times, o jornal de maior circulação nos Estados Unidos. Um dos últimos textos tem como título “De quem é esta floresta amazônica, afinal?”.
A análise feita pelo jornalista Alexei Barrionuevo, correspondente do NYT no Brasil não esconde o fato de que “um coro de líderes internacionais está declarando mais abertamente a Amazônia como parte de um patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território”.
A matéria de Barrionuevo registra que Al Gore ex-vice-presidente dos EUA, disse que “ao contrário do que os brasileiros acreditam a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós”. Isto é uma denúncia muito séria.
Com isso temos que dar crédito aos informes que circulam na Internet mostrando o mapa da Amazônia internacionalizada, e deixa dúvidas se se deve chamar a Região Norte de Rain Forest e o Rio Amazonas de Amazon River…
Isso ressalta a importante posição assumida pelo general Augusto Heleno, comandante do Exército na Amazônia, apontando a caótica política indigenista do PT-governo, a interferência de milhares de ONGs estrangeiras no problema e as tramóias contra a soberania nacional.
Aliás, é bom salientar que o discurso do general Heleno não é uma voz solitária. Antes da sua altissonante entrevista ao Canal Livre, ele compareceu ao Centro de Comunicação Social do Exército discutindo as colocações que faria publicamente. Isto mostra que o que ele disse representa o pensamento do Exército Brasileiro. Como se viu no apoio recebido do Clube Militar e do Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil.
E não está restrito ao círculo militar a aprovação e o aplauso recebidos pelo General. Nos meios civis, diversas entidades se manifestaram apoiando-o, principalmente nos meios intelectuais, que pressionam o Senado Federal contra a retificação da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada no âmbito da ONU em 2007.
A assinatura desta “Declaração” em Genebra foi um crime de lesa-pátria perpetrado pela nossa diplomacia, traindo a memória do Barão do Rio Branco, patrono do Itamaraty. Esse crime – que na melhor das hipóteses parece culposo – deve ser denunciado por todos os patriotas.
Neste contexto, é um sinal positivo a posição assumida através da imprensa pelo futuro ministro do Meio Ambiente. A vigilância das forças armadas nos tranqüilizarão e o conhecimento público da conjuntura enquadrarão o PT-governo no compromisso histórico e constitucional de preservar nossas fronteiras e o riquíssimo patrimônio do povo brasileiro que é a Amazônia.
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