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RN deve ao Brasil o clone da CPMF

MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br

É uma tristeza a gente admitir que a responsabilidade pela criação do clone da CPMF será de três parlamentares norte-riograndenses, Fátima Bezerra, Henrique Alves e Sandra Rosado. Para classificá-los, eles trazem etiquetas da base petista-lulista na Câmara dos Deputados, a grife doa pelegagem.

Foi o sempre atento – e sempre jovem repórter – Walter Gomes que constatou este fato desabonador para a História do Rio Grande do Norte. Quando viu com olhos de lince e pressentiu com a sensibilidade de felino a ação praticada pela trinca insensível, jogou na sua coluna d’ O Jornal de Hoje.

Merece louvor o querido colega e excelente profissional de imprensa. Sua verificação é fundamental para todas as análises político-eleitorais do estado, porque o aumento de impostos é um deslustre as pessoas que disputam votos da cidadania.

O problema é elementar, aritmético: os governistas necessitavam de 257 sufrágios no painel eletrônico e só apareceram 259. Assim, a conta de diminuir dá 2 votos da diferença, o que mostra o peso dos 3 votos potiguares.

É evidente, feia, triste e traiçoeira a ação parlamentar de Fátima, Henrique e Sandra, principalmente por sabermos que a votação foi um espetáculo de corrupção que arrombou o Erário para atender os 300 picaretas (que mesmo somados aos pelegos perderam, por outra conta aritmética, 41 votos).

Durante o mês de maio e os dias que antecederam a apreciação em plenário da nova CPMF, o PT-governo empenhou R$ 324 milhões em emendas injetadas no Orçamento pelos parlamentares. Registra-se R$ 236,6 milhões em maio sendo que R$ R$ 98 milhões quando as discussões tornavam-se mais ruidosas.

Segundo a Folha de São Paulo, foram comprometidos outros cerca de R$ 92 milhões entre 2 de junho e o dia da votação, ocorrida no dia 11. Essa liberalidade com o dinheiro público levou os jornalistas que cobrem o Planalto a batizar o despejo das verbas de “Bolsa Emenda”.

Os atentados à ética e moralidade públicas comuns nesta República dos Pelegos é agravada pelas mentiras de Lula da Silva, que finge defender mais dinheiro para a Saúde – “um PAC revolucionário”, mantém 28 mil aparelhados na administração pública, patrocina gastos suspeitos nos cartões corporativos e distribui recursos para projetos mirabolantes como tal universidade internacional, custeada pelos cofres públicos, para atender aos países de língua portuguesa.

Este esbanjamento e mais a parceria com máfias de serviços e empresas terceirizadas, assassinatos de ex-sócios inconformados representam, como sabemos, o “modo petista de governar”. Sempre falta dinheiro para o fundamental, mas sobra para factóides e aplicações suspeitas.

Para satisfação nossa, o monstrengo franksteiniano clonado da CPMF depende de outras votações e deve subir ao Senado Federal, onde os senadores foram traídos pela emenda ao projeto do petista Tião Viana, aprovado por unanimidade.

Os analistas políticos dizem que somente 18 senadores apóiam a CSS. 18 sem-vergonhas.

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