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Novo imposto retrata a incompetência

MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br

A marca do PT-governo não é apenas a corrupção; a incompetência dos pelegos que ocupam o poder desenha outra etiqueta da UDN de macacão. Nada melhor para exemplificar isto do que o caso da CPMF.

Para quem tem boa memória não adianta recontarmos a história do chamado imposto do cheque, destinado constitucionalmente a se acabar em 31 de dezembro do ano passado, mas o governo, confiando no rolo compressor dos 300 picaretas do Congresso, insistiu usa-la no orçamento deste ano.

Não custa, porém, relembrar que quando a CPMF era discutida no Senado Federal o ministro Guido Mantega profetizou o caos da economia brasileira se o imposto do cheque fosse extinto.
Com o fim do imposto, porém, não se viu o apocalipse apregoado nas hostes da pelegagem. Pelo contrário, a arrecadação cresceu, batendo recordes e superando os números que ele apresentava.

Nadando na piscina cheia de dinheiro do Tio Patinhas, Mantega volta à cena anunciando a criação de um tal Fundo Soberano através da elevação do superávit primário de 3,8% para 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB). E a diferença 0,5% servirá para financiar o Fundo.

Ora, sobra dinheiro parta aventuras laboratoriais da economia neoliberal adotada pelo PT-governo, mas a incompetência dos pelegos não lhes permite encontrar dinheiro para a Saúde. Porque o único argumento governista para recriar a CPMF é contar com verbas para a regulamentação da Emenda Constitucional nº. 29.

Mas é uma desculpa fraudulenta. O PT-governo tem dinheiro de sobra e isto é facilmente visível nos gastos populistas, como o refinanciamento das dívidas dos ruralistas à custa, do Erário. É de não se esquecer também dos benefícios fiscais distribuídos para várias empresas inclusive no setor automobilístico que apresenta lucros fabulosos.

A verdade verdadeira é que não faltam ao PT-governo recursos para a Saúde, ineficiente justamente pelo desperdício e o mau gerenciamento. A Saúde – que Lula da Silva disse está atingindo a perfeição – é um caos. A Emenda 29, que para os pelegos é a vilã da história, partiu da base do PT-partido no Senado, gerada pelo petista Paulo Paim.

Poder-se-ia até dizer – como fazem alguns economistas – que o projeto aprovado engessa as finanças por sua vinculação orçamentária. É, porém, bem intencionada, mesmo como remendo, porque a assistência médica pública do jeito que está não pode ser pior.

Uma resposta para Comentários publicados n’ O METROPOLITANO

  1. RODOLFO DE PAULA FERLIN GUALDA disse:

    PARABÉNS PELO SITE!

    RODOLFO DE PAULA FERLIN GUALDA