Minc, como Lula quer
Carlos Minc já está em Brasília para ter o primeiro encontro pessoal com o presidente Lula desde que recebeu o convite para ocupar o Ministério de Meio Ambiente. Com todas as entrevistas que concedeu de lá para cá, todas as cotoveladas em futuros colegas (Mangabeira Unger) e políticos aliados do presidente (Blairo Maggi), nada indica que possa haver desistência do convite.
Até porque a data da posse está prevista para a próxima quarta-feira. Evidentemente, poderia ser cancelada se houver um curto-circuito entre eles. Mas nada indica isso.
Até pelo contrário, dizem assíduos interlocutores do presidente Lula. O raciocínio desses amigos é o seguinte. Lula decidiu rápido o nome do sucessor. Quando um assunto o angustia ou o preocupa, ele demora a encontrar a solução. No caso da saída de Marina Silva, Lula foi surpreendentemente rápido na escolha do sucessor – apesar das idas e vindas do convite. “Ele não cogitou dez nomes, mas se fixou no de Minc”, observou um aliado do presidente.
As declarações polêmicas de Carlos Minc, ora criticando o governador Blairo Maggi ou pedindo “carta branca” para trabalhar, ora criticando a burocracia são compreendidas pelos assessores do presidente como o estilo midiático do futuro ministro. Para eles, a compreensão de Lula é que Minc irá fazer o discurso adequado para os ambientalistas e, ao mesmo tempo, acelerar os processos de concessão de licenças ambientais atacando, particularmente, a morosidade da burocracia.
Carlos Minc foi apresentado por Sérgio Cabral a Lula como um “resolvedor de problemas” e é essa a característica que o governo quer obter dele.
A avaliação que chega ao Palácio do Planalto é a de que Carlos Minc é competente, é do ramo, entende dos assuntos que fala, é respeitado e não irá deixar em segundo plano a questão ambiental. “O presidente não quer isso”, disse o aliado.
Resumo: Carlos Minc chega ao ministério com expectativa bastante positiva por parte do presidente Lula. Se vai corresponder… é melhor aguardar.
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