Leia o comentário de Guilherme Fiúza
A partir de agora, as boates de São Paulo são obrigadas por lei a ter bebedouros. É para hidratar quem toma ecstasy.
É uma medida histórica. Finalmente o debate sobre drogas no Brasil entra no século 21. Pela primeira vez a sociedade formal não trata o usuário de entorpecentes como um extraterrestre.
Os juízes e promotores de todo o Brasil que ficam torrando dinheiro público para amordaçar grupinhos de jovens que querem a liberação da maconha deveriam, neste momento, olhar para São Paulo. Os adúlteros já não vão mais para o inferno. Quem sabe os usuários de drogas não conseguem também um habeas corpus dos guardiões da moral?
Maconha e ecstasy são proibidos porque podem fazer muito mal. O álcool pode fazer muito mal e não é proibido. São convenções. O problema é que o sujeito que toma uma taça de vinho (ou mais de uma) passa por elegante. O que fuma um baseado ou toma uma bala vai direto, perante a sociedade formal, para o hall dos depravados, dos delinqüentes, dos marginais.
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Guilherme Fiúza, jornalista

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