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OPINIÃO

Marina renunciou ao Ministério do Meio Ambiente

Maria Osmarina Silva de Lima, a Marina do PT, mais tarde, Marina Silva, 44, começou sua carreira política militando nas CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), ligada à Igreja Católica. Em 1988 foi eleita vereadora de Rio Branco (AC). Dois anos depois, se elegeu deputada estadual e, em 1994, aos 38 anos, chegou ao Senado Federal como a mais jovem senadora do país.

Ex-seringueira e ex-empregada doméstica, ligada a movimentos ecológicos da região amazônica, Marina Silva, assumiu, com a eleição do presidente Lula da Silva, ministra do Meio Ambiente.

Hoje, causou surpresa o seu pedido irrevogável de demissão do cargo. Atônita, sua assessoria não se deixa contactar, enquanto o Palácio do Planalto não negou, mas também não confirmou o fato inteiramente, alegando que “os ritos formais não foram completados”.

O ato, porém, não foi imprevisto para quem vinha acompanhando as divergências entre Marina e a ministra Dilma Rousseff, principalmente em função das cobranças de pressa ao Ibama – sob a direção do Ministério do Meio Ambiente – para aprovação de projetos das hidroelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira.

Também com o ministro Reinhold Stephanes, da Agricultura, havia alguns desentendimentos, pela defesa dos desmatamentos promovidos pelo governador Blairo Maggi e o explícito incentivo dado ao plantio de cana em áreas degradadas da Amazônia, do Pantanal e da mata atlântica.

Com o pedido de demissão, Marina Silva volta a ocupar sua cadeira no Senado Federal, devolvendo o senador Sibá Machado à suplência.

UolNews/FolhaNews/Miranda Sá

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