DO TEMPO

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MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

Escrevi no ano passado um artigo com o mesmo título, “DO TEMPO”, que na História e na Literatura é também infinito, tema explorado desde os primeiros anos da humanidade, medido pelo nascer e o pôr do sol, nas fases da Lua e na observação das estrelas.

Os antigos impérios, assírio, babilônio e egípcio ergueram obeliscos como relógios solares e os calendários mais antigos surgiram na Mesopotâmia com os sumérios e caldeus por volta de 2700 a.C.; e registra-se um calendário solar mais preciso, com 365 dias no antigo Egito e na América Central pré-colombiana dos maias.

“Calendário” é um termo que deriva do latim “calendarium“, relacionado às “calendas“, o primeiro dia do mês, que marcava as celebrações religiosas romanas. A evolução do calendário reflete o desenvolvimento do conhecimento humano sobre astronomia, matemática e organização social.

Nos nossos dias o Tempo é um assunto explorado no cinema. Passou outro dia na tevê o filme A “Máquina do Tempo”, de 1960, dirigido por George Pal e o enredo baseado no romance homônimo de H. G. Wells; é a história de um engenhoso inglês que constrói um equipamento que viaja no tempo.

De Júlio Verne, o cinema aproveitou “A Volta ao Mundo em 80 dias” e muitas outras películas com o tema futurológico, que lembro algumas: “De Volta para o Futuro”, “Exterminador do Futuro”, “Interestelar”, “Os Doze Macacos” e as românticas “Todo tempo que temos” e “Feitiço do Tempo”, este último, um sucesso desde o lançamento em 1993.

Intelectualmente, o Tempo é um modo contínuo em que os acontecimentos ocorrem sucessivamente e a sua definição científica considera-o uma grandeza física presente nas diversas áreas da sociedade humana.

A pesquisa científica registra um fato interessante sobre o Tempo e os seres vivos: o gato, originalmente um animal selvagem, levou cerca de três mil anos para ser domesticado; em contraposição, o lince, doméstico no antigo Egito, bastou sair do povoado e voltar à mata para reverter ao estado natural….

De século em século o tempo passa e a História vai registrando fatos momentosos à sua época. Nos fins do século 19 o noticiário vindo da França sobre o caso Dreyfus abalou o mundo e no século seguinte era um privilégio ter na estante “EU ACUSO”, livro contendo uma carta de Émile Zola defendendo o oficial acusado de traidor por ser judeu pelos generais clericais racistas.

No século 20, em que nasci e cobri praticamente 70 anos de acontecimentos, fixei na memória as duas guerras mundiais, a revolução russa e a ascensão e queda dos regimes totalitários, o fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha e o stalinismo na URSS.

Por fim, mal começa este século 21 e temos a nível mundial os desvarios de Donald Trump assumindo estupidamente a posição de gendarme do Planeta e, no Brasil, uma hecatombe política que leva à História o maior escândalo financeiro de todos os tempos, o Caso Master, envolvendo mais da metade do poder constituído que convencionamos chamar de “A Banda Podre do Poder”.

Graças a estes corruptos, assistimos nos andares de cima do poder uma azáfama tentando esconder e/ou abafar as medidas tomadas pelo Banco Central de liquidação dos tentáculos fraudulentos usados pelo Banco Master, o Letsbank S/A, da Master S/A Corretora e da Reag Investimentos e as investigações da Polícia Federal.

Só o tempo irá dizer e a História vai registrar quem são as figuras envolvidas com o banqueiro corrupto Daniel Bueno Vorcaro, dono do Banco, mas desconfiamos haver entre elas muitos com o diploma parlamentar e diversas togas dos tribunais superiores….

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