Terremoto e tsunâmi

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Incêndio, saques e prisões aumentam tensão no Chile

Os saques e as prisões se multiplicaram ontem no Chile, elevando o clima de tensão nas áreas mais atingidas pelo terremoto de sábado. Uma onda de desespero tomou conta dos 600 mil moradores de Concepción, onde a situação de terra arrasada é agravada pela falta de luz, água e comida há três dias, relata o enviado especial Flávio Freire. Um supermercado foi incendiado por saqueadores. A cidade foi ocupada por tanques do Exército e por sete mil militares, e o toque de recolher foi estendido das 20h ao meio-dia. A presidente Michelle Bachelet fez um apelo, afirmando que pilhagem e delinquência são inaceitáveis. A contagem oficial já chega a 723 mortos, e estima-se que as buscas de pessoas presas nos escombros ainda demorem ao menos uma semana.

Após tremor, até quartel é alvo de saques no Chile

Dois dias após o tremor que deixou ao menos 723 mortos no Chile, o Exército tentava restaurar a ordem em Concepción, uma das mais atingidas pelo abalo. Ali, até quartéis foram saqueados. A presidente Michelle Bachelet anunciou o envio de 7.000 soldados à região. O governo pediu ajuda às Nações Unidas. Avião que saiu de Santiago para verificar o estado de albergues no sul do país caiu e os seis tripulantes morreram.

Nas ruas, navios e contêineres

O tsunami provocado pelo terremoto arrastou navios de pesca para as ruas em Talcahuano, um dos principais portos do Chile. Contêineres foram parar a três quarteirões do cais, sobre casas. “A água destruiu mais do que o terremoto”, disseram moradores.

Solidariedade só internacional

Em contraste com a atitude adotada no Brasil, de não visitar zonas de catástrofe, o presidente Lula desviou voo de volta do Uruguai, onde foi à posse de Mujica, para se solidarizar com Bachelet no Chile.

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