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Chinaglia acoberta maracutaia do PR
O Supremo Tribunal Federal julgará hoje ações movidas por PSDB, DEM e PPS que pedem de volta os mandatos de 23 deputados que mudaram de partido. O tribunal vai decidir se os mandatos pertencem aos parlamentares ou aos partidos pelos quais se elegeram. O resultado do julgamento pode acabar com o troca-troca partidário. A expectativa inicial é que o STF indique que os mandatos pertencem aos partidos políticos, e não aos eleitos. Com isso, o parlamentar que trocar de partido perderia o mandato. Receosos de uma sentença adversa, partidos que integram o consórcio governista, maiores beneficiários da infidelidade, tramam aprovar, a toque de caixa um projeto de lei anistiando os desertores. A providência é costurada entre quatro paredes.
Alguns deputados, porém, já mencionam a estratégia à luz do dia. Entre eles, Luciano Castro (RR), líder do PR, a legenda que mais inchou na atual legislatura – elegeu 25 deputados e ostenta na Câmara uma bancada de 42. Castro diz que, confirmando-se o revés no STF, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), protelaria a decretação da perda dos mandatos dos infiéis, com a conseqüente posse dos suplentes, até que o Congresso aprovasse uma lei de anistia. Sustenta que os partidos não quedarão inertes diante de uma “interferência” desse porte do Supremo no Legislativo.
(UolNews/MS)
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