Comentário (II)
A sina de Alagoas
“Ao sentar amanhã no banco dos réus, Renan Calheiros estará escrevendo mais um triste capítulo na história de Alagoas, Estado lindo, com povo acolhedor e políticos fortes, mas afundado em escândalos de roubos e de mortes, enquanto disputa recordes de miséria com Maranhão e Piauí. Alagoas deu ao Brasil o primeiro e o segundo presidente da República, Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, o primeiro eleito depois da ditadura militar, Fernando Collor de Mello, e a primeira candidata mulher ao cargo, Heloísa Helena.
Na legislatura passada, tinha os presidentes da Câmara, Aldo Rebelo, e do Senado, o próprio Renan. Como pode um Estado ter tanto espaço na política nacional e tanta miséria na política local? Como puderam Deodoro, Floriano, Collor, Heloísa, Aldo e Renan sair da obscura Alagoas e ganhar tanto lugar ao sol? Como podem alguns manchar esse mérito? E como podem todos conquistar brilho próprio e deixar Alagoas no escuro?”
Eliane Cantanhêde, jornalista
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