RESENHA DA IMPRENSA_8.set.07

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-§- Apesar das cobranças públicas de peemedebistas de apoio ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em entrevista a nove emissoras de rádio, não ver “possibilidade” de o PMDB ou o próprio Renan misturarem o processo de cassação que o senador responde com as votações no Congresso. Também disse que se trata de duas coisas diferentes: uma é um problema do presidente do Congresso, acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista de empreiteira, entre outros supostos delitos

-§- O desfile de 7 de Setembro, que atraiu 30 mil pessoas à Esplanada, foi convenientemente tranqüilo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Escaldado com as vaias na abertura do Pan no Rio de Janeiro, o Planalto organizou a festa da Independência de maneira a poupar Lula de novas manifestações de oposição. O público ficou estrategicamente afastado do palanque presidencial, e protestos como o Grito dos Excluídos nem sequer foram ouvidos pelas autoridades. O Presidente se manteve distante do público de 30 mil pessoas, número abaixo das expectativas do Palácio do Planalto.

-§- Integrantes da equipe econômica do governo têm defendido a tese de que, para conseguir a renovação da CPMF, o melhor é a permanência de Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado. Eles temem que uma eventual renúncia do senador ao cargo crie uma sucessão tumultuada que atrasaria a votação sobre o tributo. Para ser prorrogada até 2001, como deseja o governo, a CPMF precisa ser aprovada em dois turnos por três quintos do Senado e três quintos da Câmara. “De falta de apoio (do governo) o Renan não pode se queixar”, diz um ministro.

-§- Servidores públicos da saúde e policiais civis alagoanos em greve invadiram ontem pela manhã o desfile de Sete de Setembro, na orla de Maceió (AL), o que fez com que o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), que assistia ao evento, determinasse o encerramento da comemoração e se retirasse do palanque, junto com outras autoridades do Estado. Com cartazes e faixas, os manifestantes pressionaram o governo a atender às reivindicações das categorias.

-§- Dois dos principais locais onde o 13º Grito dos Excluídos foi realizado tiveram atos diferentes ontem. Enquanto o arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis, proibiu a realização dentro do Santuário Nacional do plebiscito informal sobre a anulação do leilão da Vale do Rio Doce, na catedral da Sé, no centro de São Paulo, uma urna foi levada ao altar onde se realizava a missa.

-§- O governo encaminhou, ontem, ao Congresso Nacional um projeto de lei que limita a aposentadoria dos funcionários públicos com base no teto do INSS (hoje em R$ 2.890,00) e cria o plano de previdência complementar para aqueles que quiserem aumentar os rendimentos na aposentadoria. As novas regras só valerão para os funcionários que ingressarem no serviço público após a criação da Funpresp (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal), uma entidade jurídica de direito privado que administrará as contribuições feitas pelos funcionários do Executivo, Legislativo e Judiciário bem como as contrapartidas da União, que será a patrocinadora do fundo.

-§- Receita Federal vai ganhar cerca de R$ 1 bilhão com o “sumiço” de 5 milhões de dependentes nas declarações do Imposto de Renda das pessoas físicas. Segundo o secretário da Receita, Jorge Rachid, isso foi possível porque, a partir deste ano, o programa do IR passou a exigir que os contribuintes informem o CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) de seus dependentes acima de 21 anos completados até 31 de dezembro do ano anterior.

-§- Prestes a assumir a Secretaria Nacional de Justiça, o policial e ex-deputado estadual Romeu Tuma Júnior (PMDB-SP) rechaça a possibilidade de o novo cargo estar relacionado a uma troca política orquestrada pelo governo federal para garantir o apoio do senador Romeu Tuma (DEM-SP) em votações importantes. “Eu valho mais do que uma CPI”, afirma Tuma Júnior, 47, em referência a um eventual engavetamento da CPI da Petrobras, cuja instalação foi solicitada pelo senador Tuma para investigar contratos da estatal com organizações não-governamentais ligadas ao PT.

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