Dia da Pátria
Pátria amada
“Muito se pode falar sobre as maravilhas do nosso amado país, suas matas, suas praias, seu subsolo riquíssimo, o fundo do mar coalhado de vida e de ouro negro, que é retirado graças à grande capacidade tecnológica desenvolvida pelo brasileiro. Temos um povo hospitaleiro, uma grande mistura de raças, credos, cores, paixões, uma diversidade não alcançada em nenhum lugar do mundo. Entretanto, nossas instituições estão em frangalhos. Temos um Congresso dirigido por um homem comprovadamente corrupto, infiel, sem moral nem ética. Temos juízes dos tribunais superiores presos e denunciados por venderem sentenças judiciais.
O Poder Executivo, totalmente loteado e sucateado por uma “quadrilha” que teve denunciados na Justiça seus principais integrantes… E um último bastião que se acreditava íntegro e acima de qualquer suspeita cai ao ensejar um espírito de corpo para proteger um dos seus. Pequena parcela da população diz que “cansou” e logo é dinamitada em sua intenção de moralizar, com muitos dizendo que o movimento não é válido porque é da elite, como se a elite não pudesse expressar-se numa democracia – como a elite é o melhor do que existe numa sociedade, eu também quero ser da elite e também cansei.
Onde estamos? O que estamos fazendo? Somos omissos? Onde está a sociedade organizada? Está na hora de dizer que não abandonaremos o combate aos vícios, à ladroagem, à pilhagem. Pátria amada, verás que os teus filhos não fogem à luta! Cobramos de todos os brasileiros conscientes uma reação, pois o que não nos falta é amor por esta Terra Brasilis”.
José Renato Nascimento (jrns@estadao.com.br)
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