Marilena Chauí voltou a falar
“Após certo silêncio, que eu acreditava prudente, Marilena Chauí voltou a falar. Não fez o gesto de Marco Aurélio Garcia, mas tentou usar de um discurso aparentemente sofisticado para, em resumo, ir pelo mesmo caminho. Fica difícil acreditar que a professora tenha dito o que disse. Todavia é o que está no blog de Paulo Henrique Amorim, chamado Conversa Afiada. Vejam um trecho significativo.
Paulo Henrique Amorim pergunta: “Em Leituras da Crise, a senhora discute a tentativa do impeachment do presidente na chamada ‘crise do mensalão’. A senhora vê sinais de uma nova tentativa de impeachment?” Resposta da professora: “Sim. Como eu disse acima, a mídia e setores da oposição política ainda estão inconformados com a reeleição de Lula e farão durante o segundo mandato o que fizeram durante o primeiro, isto é, a tentativa contínua de um golpe de Estado.”
Como que é uma professora da nossa querida USP pode confundir impeachment e golpe de Estado? E qual a razão de ela querer repreender a oposição por ter quase tentado o impeachment no primeiro mandato de Lula, quando do episódio do “mensalão”? Por acaso a oposição e a imprensa deveriam ficar caladas e aceitar o que ocorreu? Ora, todos nós sabemos que a oposição até fez pouco! E quem está vendo militares rebelados, desafiando Lula e querendo que ele caia? E qual a razão por que alguns órgãos da mídia, que sabem que parte da responsabilidade pelo acidente do avião da TAM é do governo, ao usarem isso para criticar o governo, estariam comprometidos com golpe de Estado, e não com legítimo desempenho do jornalismo aguerrido?
Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo (Site: www.ghiraldelli.pro.br)
OPINIÃO: Ghiraldelli escreve com uma tremenda lucidez. Seus argumentos desmoronam a pálida defesa dos “intelectuais orgânicos” ofuscados pelo brilho da fala do guia amado pelo obreirismo uspeano. Neste texto, duas coisas me vieram á memória: o primeiro foi a história de um pai que ensinou o filho karatê, jiu-jitsu, capoeira, o escambau, e quando o filho chegou um dia esmurrado em casa, reclamou: “eu não te ensinei lutas marciais, porque você me chega apanhado?” O menino respondeu: “É… mas o senhor se esqueceu de ensinar que a gente quando não tem razão enfraquece …” A segunda lembrança foram as figuras que cercam genial Chaplin no seu consagrado filme O Grande Ditador; reveja a fita para encontrar uma porção de gente conhecida… MIRANDA SÁ
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