Bicho papão & Cara de pau
Para arrancar do Congresso a aprovação do seu projeto de prorrogar o mais repudiado artefato do vasto estoque de impostos, contribuições e taxas que emperram a economia nacional, o governo apelou despudoradamente para a invocação do “bicho-papão” que vem pegar as criancinhas. Quatro ministros desembarcaram terça-feira na Câmara dos Deputados com a missão de anunciar o colapso das políticas sociais do Executivo caso os parlamentares relutem em ceder ao ultimato do Planalto para que não o privem dos cerca de R$ 39 bilhões que pretende arrecadar apenas no próximo ano com a malsinada Contribuição Provisória (sic!) sobre Movimentação Financeira (CPMF).
A ouvir os titulares da Fazenda, Guido Mantega; da Saúde, José Gomes Temporão; do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias; e da Previdência, Luiz Marinho, o apocalipse espera a imensa parcela da população brasileira que não pode passar sem os serviços públicos essenciais e o Bolsa-Família, cuja continuidade dependeria da eternização da “contribuição provisória”. (O nome faria a delícia do criador do duplipensar, o escritor britânico George Orwell.) Houve farto uso de termos como “tragédia” e “temeridade”.
O ministro da Fazenda chegou a dizer, com a cara mais séria do mundo, que o governo teria de “desativar” o programa de transferência de renda com o qual o presidente Lula conta para ingressar na História. E foi mais longe na sua tática de invocar o “bicho-papão” para assustar a criança. Sem a CPMF, argumentou, o governo se veria obrigado a reduzir o superávit primário (economia para pagar os juros da dívida). O resultado seria o efeito cascata: o corte abalaria a confiança dos investidores, o que, por sua vez, elevaria o custo do dinheiro que financia a expansão das atividades produtivas. (do Editorial do Estadão)
OPINIÃO: Como são cínicos, meu Deus! Em vez do “biodiesel” o PT-governo deveria montar uma mega-refinaria para fabricar óleo de peroba afim de atender a demanda de Lula da Silva e seus minstros, cuja cara de pau não encontra similares “neste país!” MIRANDA SÁ
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