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Ouvidor-geral

“Soa mal o apelo do novo diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, Paulo Lacerda, para que o Congresso autorize a ABIN a fazer escutas telefônicas em caso de suspeita de terrorismo ou sabotagem. A agência nunca funcionou direito, será reformulada e certamente há outras prioridades mais urgentes que uma presumida futura necessidade de o Brasil se precaver de ações terroristas. Além disso, fica sempre uma dúvida sobre o risco de entregar esse poder a uma instância diretamente ligada à Presidência da República. Se o governo acha que crítica é golpe, pode também achar que o exercício do contraditório serve a planos de terrorismo ou sabotagem”.

Dora Kramer, jornalista

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