A farra dos cartões corporativos

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“O uso cada vez mais abusivo (para não dizer escandaloso) dos famigerados “cartões corporativos”, cartões de crédito que abrigam a forma mais esconsa e descontrolada de despender dinheiro público, em amplos setores da administração pública. Os dados são, realmente, impressionantes. Levantamento feito pela assessoria de orçamento do DEM no Congresso Nacional – assunto de matéria de nossa edição de quinta-feira – mostra que até o dia 28 de agosto deste ano os gastos do governo federal, realizados por meio dos “cartões corporativos”, já equivalem a R$ 53,1 milhões, o que representa cerca de 3,7 vezes o total gasto, pelo mesmo sistema, em 2004.

Veja-se a evolução: em 2004 o governo federal gastou, com “cartões corporativos”, R$ 14.151.233,77; em 2005 gastou R$ 21.706.269,63; em 2006 gastou R$ 33.027.679,89; e em 2007 (até 28 de agosto) gastou R$ 53.111.386,73. Mas há um outro dado que causa muita estranheza. Habitualmente, o uso de cartões de crédito serve para efetuar pagamentos de compras de produtos ou de prestação de serviços. No caso dos “cartões corporativos” tem servido, fundamentalmente, para saques de dinheiro. Em 2007, por exemplo, dos R$ 53,1 milhões gastos, cerca de R$ 40,9 milhões foram sacados em espécie. Qual a razão disso? Se o cartão de crédito existe, justamente, para evitar o transporte de somas de dinheiro em espécie – o que, entre outras coisas, tem a ver com razões de segurança -, que sentido terá sacar (com o cartão) e transportar quantidades grandes de dinheiro vivo?” (Agência Estado)

OPINIÃO: Embora os cartões corporativos sirvam (e muito) aos gastos domésticos e pessoais do Presidente e da Primeira-Dama, Lula da Silva vai dizer amanhã que não sabia que passaram a ser o instrumento mais sensacionalista da corrupção no segundo mandato. É dinheiro demais, minha gente, e em mãos inescrupulosas. É pena que não tenhamos mais uma oposição popular e aguerrida “neste país”! A atitude chocante do PT solidarizando-se com os réus da organização criminosa responsável pelo mensalão sensibiliza menos os ditos oposicionistas do que o uso ilícito dos cartões ou a repartição da extravagante e impopular CPMF… MIRANDA

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