PT réu
“Acabou a pantomima: o PT foi para o banco dos réus. E, de banco em banco, o dinheiro foi circulando por diferentes mãos, dos petistas aos partidos aliados, numa movimentação “financeira” que deixou os cidadãos brasileiros perplexos. Triste fim para um partido que se defrontou com práticas suas que dizia, antanho, condenar.
O recebimento pelo Supremo da denúncia do procurador-geral da República, com votação majoritária dos juízes presentes, beirando a unanimidade, mostra um vigor dessa instituição que a credencia na defesa dos valores republicanos. Sua atuação foi ainda exponenciada pelo fato de muitos dos ministros serem de indicação do atual presidente da República, que não deixa, também, de ser atingido por essa decisão.
À parte a demagogia de plantão, três ministros foram declarados culpados, dois de seu partido, e um deles, José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, segundo homem na hierarquia governamental. No dizer do próprio presidente, o “capitão do time” foi indiciado como comandante de uma quadrilha. Qual quadrilha? A do PT, que, vorazmente, procurou tomar conta do aparelho do Estado em proveito próprio”.
Denis Lerrer Rosenfield, articulista do Estadão
OPINIÃO: Não precisa de opiniões a colocação correta de Denis Lerrer. Somente os fanáticos seguidores de José Dirceu e seus tresloucados sonhos dos 20 anos de poder petista não vêem nem ouvem o povo aplaudindo a decisão unânime do Supremo, aceitando a denúncia equilibrada e patriótica do Procurador-Geral da República. Essa aprovação da cidadania não tem motivação política; representa o anseio nacional de ver os assaltantes do dinheiro público – seja qual forem os fins – punidos. O PT réu, evidentemente, não é aquele PT antigo que denunciava os 300 picaretas do Congresso Nacional; é o que foi condenado por ter se tornado igual a eles. MIRANDA SÁ
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