PT e saudações

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“O PT sempre lidou com a realidade de modo dualista e terminante. Sua história pode ser representada por uma seqüência de discursos “nós x eles”: esclarecidos x alienados, éticos x corruptos e, agora, pobres x ricos. Nada melhor, para um partido com essa vocação, do que o cenário político atual,demarcado entre lulistas (ou adesistas e mensaleiros) e oposicionistas (ou golpistas e cansados), sem meio-termo, certo?

Errado. Se as coisas se simplificaram no campo dos signos, no que diz respeito à atuação palaciana elas ficaram bem mais complexas. Queiram ou não os petistas, Lula abraçou a coalizão. O partido, cuja direção se confundiu com o núcleo-duro do governo no primeiro mandato, hoje é só um dos dois pilares da base -o outro é o PMDB. Ainda que heterogênea, a aliança está longe de registrar fissuras. Enquanto o presidente for popular, dificilmente alguém pula do barco. As eleições municipais de 2008 tendem a causar no máximo arranhões”.

Melchíades Filho, jornalista

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