Caos aéreo: a culpa agora é da natureza…
As pessoas que viajam, gozando o direito constitucional de ir e vir, riem de maneira desbragada tomando conhecimento da desculpa chinfrim do PT-governo, de que os novos atrasos nos vôos comerciais resultam das condições meteorológicas. “Nunca neste País” (coppyright de Lula da Silva) ouviu-se tal justificativa, e as condições climáticas não mudaram tanto desde o tempo em que a Panair do Brasil e a Cruzeiro do Sul – e depois a gloriosa Varig – nos transportavam pelo Brasil afora.
As autoridades governamentais deveriam quebrar a redoma que lhes protege e enfrentar a opinião pública; ouviriam nas ruas a exigência de que a verdade se imponha nos informes oficiais, parta de onde partir, da Presidência da República, do Ministério da Defesa, do Comando da Aeronáutica, da Infraero, da Anac, e, para relaxar, as orientações sexuais do Ministério do Turismo. Neste caso mais visível, e em outras situações de pouca projeção, o Presidente finge que governa e seus áulicos seguem o seu exemplo da maneira mais subalterna.
A nova onda de problemas, atrasos e cancelamentos de vôo, congestionamento nas pistas e desrespeito aos usuários do tráfego aéreo, já não podem ser creditados aos controladores de vôo. Uns foram remanejados, afastados e até presos, em nome da restauração da ordem – que, aliás, obedeceu a uma determinação de Lula da Silva antes de dançar forró na Granja do Torto. Medidas outras, troca de equipamentos e a nova escala com seqüenciamento de decolagens e aterrisagens, não foram capazes de restabelecer a rotina que o Brasil conhecia antes do acidente com o Boeing da Gol e o Legacy, em outubro do ano passado.
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