Economia de mercado e tráfico de drogas
Pelo achado em cotejar o mercado e o narcotráfico, vamos abrir aspas para o lúcido comentário do jornalista Sebatião Nery:
“Como explicar que o combate ao crime seja tão combatido? ‘É a economia, seu imbecil’, dizia o marqueteiro de Bill Clinton. ‘O mercado é quem manda’, repetem Maílson da Nóbrega, Carlos Sardenberg, Miriam Leitão, os porta-vozes todos do dinheiro. E ao menos aqui eles têm razão.
Vamos a uma conta primária. As mais de 700 favelas do Rio consomem muito menos drogas do que apenas os cinco bairros mais ricos: Copacabana, Ipanema, Leblon, Gávea, Barra. Droga não germina na praia, não brota no asfalto. A droga entra pelas favelas, pelas periferias, pelos subúrbios, e de lá é redistribuída para os bairros ricos e chiques, para o ‘consumo conspícuo’.
Toda vez que a polícia sobe as favelas, entra nas periferias, ataca o tráfico de frente em seus ‘santuários’, como fez agora, não desbarata definitivamente seu poder, mas lhe dá muito prejuízo e golpeia seu esquema”.
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