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Um ano atrás, Matan Vilnai, vice-ministro da Defesa israelense, pronunciou a palavra shoah, que evoca o Holocausto, para descrever o destino de uma Gaza que continuasse a servir de plataforma a ataques contra Israel. No mundo inteiro, propagandistas sem escrúpulos, inspirados pela sua frase raivosa, definem o bloqueio de Gaza e a guerra em curso como atos de genocídio. A meta histórica do antissemitismo, nas suas versões de direita e de esquerda, é fabricar uma identificação entre o Estado judeu e o Estado nazista. A deplorável estratégia de Israel confere uma película de verossimilhança à alegação dos mercadores do ódio.

 

Demétrio Magnoli, sociólogo e doutor em Geografia

Humana pela USP. (demetrio.magnoli@terra.com.br)

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