Formação da equipe – Míriam Leitão comenta

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Obama no dilema entre experiência e renovação

 

Na formação da sua equipe, o presidente eleito Barack Obama está no dilema entre renovar deixando sua marca na equipe e buscar nomes conhecidos que dêem segurança ao mercado.

 

Entre os nomes de renovação que podem ser escolhidos para secretário do Tesouro estão Timothy Geitner, que hoje é chefe do Fed em Nova York. Esse é um bom nome, porque é um economista que se aproximou muito de Obama durante a crise, participou das reuniões comandadas pelo atual secretário do Tesouro, Henry Paulson, para fazer o plano de resgate dos bancos. Está familiarizado com o tema. Jon Corzine, outro nome também ligado a Obama, governador de Nova Jersey, foi presidente do Goldman Sachs anos atrás. É de mercado.

 

O ex-secretário do Tesouro Larry Summers gostaria de voltar ao cargo e foi um dos conselheiros de Obama durante a crise, mas aí ele preenche mais o quesito experiência porque é um nome ligado ao ex-presidente Bill Clinton, que tem mais a marca da continuidade daquela administração. Robert Rubin, que também foi secretário de Clinton, já disse que prefere não voltar ao governo, ainda que tenha também se aproximado de Obama quando a crise piorou.

 

Paul Volcker é a reserva moral, não é nem Clintonista, nem ligado a Obama. É em si uma lenda. Mas, é mais velho, e talvez isso o afaste do cargo. Recentemente escreveu um artigo no Wall Street Journal dizendo que o governo tem os instrumentos para enfrentar e debelar a atual crise. A urgência da escolha do novo secretário vem do agravamento da crise. Obama está sendo aconselhado a não deixar um vazio neste momento.

Fonte: Miriam Leitão

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