Míriam Leitão comenta
Novos riscos
Há novas frentes da crise no Leste da Europa e no Sudeste da Ásia. A Coréia está vulnerável de novo. A Bulgária está com 23% de déficit em conta corrente, a Romênia, 16%. A Ucrânia pediu socorro ao FMI. Aqui, a Argentina está derretendo. O Brasil está bem, mas a MP de ontem mostra o risco de aumento da estatização do sistema bancário por ideologia e não necessidade. E mais: a MP é inconstitucional.
Uma coluna e dois assuntos. Não gostaria de colocá-los juntos, porque são riscos de natureza diferente, mas é a intensidade do momento atual que me faz dividir este espaço entre os países que estão entrando em crise, por diversas razões, em outras partes do mundo; e problemas criados no Brasil pelas escolhas feitas pelas autoridades.
A MP editada é mal elaborada e tem um inegável viés estatizante. Na parte em que cria uma nova empresa, a Caixa Par, parece que os formuladores se esqueceram do artigo 37, inciso XX, da Constituição, para que haja “autorização legislativa” para a criação de “subsidiárias” de estatais, assim como para a “participação de qualquer delas em empresa privada”.
A queda generalizada das bolsas tem a ver com o risco de novas frentes da crise. Essa nova frente é nos países emergentes ou em desenvolvimento. A Venezuela perdeu seu grande gerador de caixa. A Argentina estatizou fundos privados de aposentadoria, em parte para se apropriar dos recursos, porque não consegue se financiar.
Leia a íntegra no Panorama Econômico
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