Lula diz que não, mas foi baixado o ‘Plano Meitega’

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O “Plano Meitega” de combate aos efeitos da crise global traz as digitais de (Mei)relles e de Man(tega). Lula e seus auxiliares o chamam pelo apelido: “Medidas pontuais”.

 

Porém, como o presidente ainda não baixou uma medida provisória decretando o fim da semântica, convém chamá-lo pelo verdadeiro nome: pacote.

 

 

O embrulho começou a ser amarrado em 19 de setembro, quatro dias depois que o banco americano Lehman Brothers foi à breca, dando início à crise que sacode o mundo financeiro.

 

O pacote braileiro inclui, por enquanto, duas medidas provisórias, três resoluções emergenciais do CMN (Conselho Monetário Nacional), meia dúzia de instruções normativas do Banco Central e um decreto presidencial.

 

Outras providências, em fase de elaboração, serão anunciadas nos próximos dias. Até a noite de terça-feira (21) o pacote do governo tinha feições ortodoxas.

 

Enveredou pela seara da heterodoxia no instante em que Lula apôs o jamegão na medida provisória 443.

 

Essa MP, levada em segredo às páginas do Diário Oficial que circulou na quarta (22), permite a estatização de instituições financeiras privadas.

 

Uma intervenção que será feita por meio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, autorizados a adquirir participações em bancos, seguradoras e companhias de previdência privada.

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