Míriam Leitão comenta

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Bolsa fecha em alta de mais de 14%

 

Depois de uma semana de queda e pânico, a Bovespa fechou em alta. O Ibovespa subiu 14,66% e chegou aos 40.829 pontos – na semana passada, o fechamento foi de 35.609. O principal motivo foi a ação conjunta dos países europeus para controlar a crise, o que, por enquanto, tira o pânico do mercado sobre a quebradeira das instituições.

 

– O setor financeiro deu uma bela valorizada com esse pacote europeu – disse Rafael Moysés, gestor da Corretora Umuarama.

 

Se na semana passada foi o momento do pânico, esta semana ainda não pode ser encarada, por causa da alta de hoje, como a que vai resolver todos os problemas do mercado.

 

– O movimento feito na Europa foi importante. A realidade tem que voltar. O mercado tende a acalmar com os planos de resgate e aquele medo de quebradeira de bancos, que tinha na semana passada, deu uma acalmada. A tendência é diminuir a volatilidade – comentou Moysés.

 

Para se ter uma idéia da volatilidade no mercado financeiro, o índice que mede a volatilidade no mercado americano, o VIX, estava em 76 pontos na semana passada e hoje ficou em 51. Para se ter uma idéia, um valor razoável para ele é ficar na casa dos 30 pontos. Ou seja, ainda falta para estabilizar.

 

EUA seguem Europa

 

Os Estados Unidos vão seguir a liderança européia e vão gastar US$ 250 bilhões comprando ações de “milhares” de bancos. Ao final desta crise, o mundo terá esse monstrengo para digerir: os governos dos países desenvolvidos terão virado donos de bancos.

 

De acordo com o Wall Street Journal, o novo “programa” do governo americano deve ser anunciado nesta terça-feira e prevê a compra de ações preferenciais de nove grandes bancos, além dos outros “milhares”. Segundo o WSJ, ele teria sido discutido nesta segunda-feira entre o secretário do Tesouro, Henry Paulson, e representantes de grandes bancos. As ações foram formuladas pelo Departamento do Tesouro e pelo Fed, além da Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC).

 

Outra medida é que o FDIC, o fundo garantidor de depósitos dos correntistas americano, amplie temporariamente as garantias para os depósitos bancários que não rendam juros para além do limite de US$ 250 mil. Este limite era de US$ 100 mil e foi elevado durante as negociações para a aprovação do pacote pelo Congresso.

 

 

 

 

Fonte: Miriam Leitão

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