História – há 16 anos…
02/10/1992 – O massacre de Carandiru
A rebelião do maior presídio da América Latina, Zona Norte da cidade de São Paulo, começou com uma briga no Pavilhão 9, onde estavam encarcerados 2.300 presos considerados os mais perigosos da Casa de Detenção.
O noticiário do dia seguinte da rebelião na Casa de Detenção no Carandiru escondia a verdadeira chacina ocorrida, com 110 presos mortos. Os números do massacre foram mantidos em sigilo pelo governo paulista e os dados finais foram divulgados somente no dia seguinte, quando aconteciam as eleições municipais.
A Polícia Militar alegou que os presos dominaram todo o pavilhão e só foram contidos com a chegada dos 200 homens da tropa de choque da Polícia Militar. Os presos contaram que não houve negociação, que os policiais do Grupo de Apoio Tático Especial (Gate) e os policiais do Comando de Operações Especiais (Coe), com o apoio de cães adestrados foram abrindo caminho para a tropa de choque da Polícia Militar, que já entrou nas celas atirando.
A versão é assustadora e conta que a ação da polícia humilhou, torturou e liquidou os presos com rajadas de metralhadora e com a fúria dos cães treinados para atacar sem piedade. Raras vezes na história morreu tanta gente em tão pouco tempo.
A brutalidade da tropa de choque paulistana contra os presos do pavilhão 9 encontra poucos paralelos. Foram mais de 100 mortos em apenas 30 minutos. A Casa de Detenção, que abrigava mais de 7000 internos, foi desativada em 15 de setembro de 2002 e os pavilhões destruídos.
O governador de São Paulo Geraldo Alckmin anunciou a ampliação do Parque da Juventude, feito no lugar da antiga Casa de Detenção. As lembranças do Massacre ficaram na memória de todos nós.
Fonte: JB/CPDOC
Comentários Recentes