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Radiante como o anãozinho da Branca de Neve

Com sua camisa laranja e camiseta por baixo, o técnico Dunga suou qual um chinês ao sol sob o calor pegajoso misturado à poluição de Shenyang. Mas, quando terminou o jogo contra a Bélgica, parecia o próprio anãozinho da Branca de Neve que inspirou seu nome – de tão radiante que estava.

Beijing Olympics Soccer Men

Quer coisa melhor para ele, adepto do futebol de resultados, do que uma vitória de 1 a 0 na estréia, tenha ou não o time jogado bem? O gol demorou a sair? Não importa, pois veio na hora certa. Os adversários terminaram a partida com apenas nove em campo? Ora, na sua opinião foram aplicadas as regras da Fifa que determinam os critérios de expulsão. Assim é o nosso Dunga.

Ele não disse, mas é óbvio: salvo uma catástrofe quase inimaginável – as outras equipes do grupo, conforme se sabe, são a Nova Zelândia e a China, de tantas tradições memoráveis no mundo do futebol -, o Brasil na prática já está classificado como o primeiro na chave C.

Significa o seguinte: para conquistar a inédita medalha de ouro, a seleção de Dunga terá mesmo que vencer mais três vezes: nas quartas-de-final (contra Camarões, Itália, Coréia do Sul ou, muito remotamente, Honduras), na semifinal (ih, há risco de ser a Argentina…) e na final (ainda imprevisível).

Só isso. Ou melhor, tudo isso.

Fonte: Carlos Maranhão

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