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IMPRENSA

Velha discussão sobre o diploma de jornalista

Tão certo quanto o mar chegar a ondas na praia está sendo a mais recente tertúlia a respeito da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. Trata-se de lei, mas volta e meia o Judiciário oscila entre uma opinião e outra, aguçando a intransigência de um lado e de outro.

* Escrever é um dom que nasce com o indivíduo ou é adquirido ao longo dos anos?
* Escrever faz um jornalista ou um escritor?
* Será bom jornalista aquele que sabe apenas escrever?
* Estão os escritores proibidos de escrever nos jornais?
* As perguntas sucedem-se de forma interminável. O dom de cortar carne faz um médico?
* A facilidade de discursar faz um advogado?
* As faculdades de Comunicação formam cada vez mais professores de jornalismo, mestres em teorias esotéricas, mas conseguem formar jornalistas?
* Se deixam a desejar, as faculdades de Comunicação devem ser extintas ou aprimoradas?
* Sem a obrigatoriedade do diploma, os donos de jornal comporão suas redações apenas com jovens que pensem como eles e só defendam os seus interesses?
* Quem é o dono da notícia, o proprietário do jornal ou a sociedade para a qual a notícia se destina?
* Quem deu aos jornais e aos jornalistas a prerrogativa de decidir o que será e o que não será publicado?

O cidadão que pretender entrar na interminável seqüela a respeito do diploma deveria, antes, tentar responder a cada uma dessas questões. Elas poderão exprimir o fim ou a redenção do jornalismo…

Carlos Chagas, jornalista

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