Alta dos juros
Banco Central sobe juros para 13%; é a terceira alta seguida
O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, decidiu elevar a Selic (taxa básica de juros) em 0,75 ponto percentual, de 12,25% para 13% ao ano.Essa foi a terceira elevação seguida dos juros. Na reunião de abril, a taxa subiu de 11,25% para 11,75%, e, na de junho, havia subido de 11,75% para 12,25%.A nova taxa valerá pelos próximos 45 dias.
Risco de inflação
A inflação é uma preocupação do governo e do mercado e interfere nas decisões sobre a taxa de juros. Quando os juros do país ficam mais altos, o consumidor tende a comprar menos, porque a prestação de seu financiamento vai ser mais elevada. Isso reflete na variação da inflação (saiba mais sobre a relação entre juros e inflação). Embora alguns índices de inflação tenham demonstrado desaceleração no seu ritmo neste último mês, o custo de vida preocupa o mundo todo, por causa do preço dos alimentos em ascensão.
No Brasil, o IPCA, que mede a inflação oficial, e o IGP-M, muito usado em reajuste de aluguéis, acumulam altas importantes (veja infográfico com a inflação).
Maior juro real do mundo
Segundo estudo elaborado pelo economista Jason Vieira, da UpTrend Consultoria, o Brasil continua na liderança do ranking dos maiores juros reais do mundo. Com a elevação da Selic para 13% ao ano, o juro real brasileiro passou para 7,2% ao ano. Para ser calculado o juro real, é descontada a taxa de inflação projetada para os próximos 12 meses. De acordo com a Uptrend, Austrália vem em segundo no ranking, com juros de 5,7%. Turquia é a terceira colocada, com taxa básica de 5,3% ao ano.
Essa pesquisa da UpTrend considera somente os países que, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), vendem seus títulos de dívida pública no exterior.
Fonte: Uol Economia
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