Poesia
Soneto para um amigo que sofre de tédio
Abre a janela da felicidade
e olha o mundo que canta e ri, lá fora!
Vai pela noite. Ela tem alma, que há de
compreender o amargor que te devora.
Há prazeres demais pela cidade,
para se perdoar alguém que chora…
Procura um bar. (A embriaguez nos persuade
de que o sol do amargor não tem aurora!)
Vai! Andam louras oxigenadas
esperando por ti, pelas calçadas,
sob as luzes dos postes sonolentos…
E amanhã notarás, quando voltares,
teus gestos a zombar de teus pesares
e o amor a cantar na voz dos ventos!
Berilo Wanderley
O Poeta
Nascido a 21 de abril de 1934 em Natal – RN, de infância comum, aluno marista, enfrentou uma educação literária segundo ele aquém de medíocre. Formado em Direito, ainda enfrentou a Promotoria Pública onde se desencantou.
Poeta, cronista, trabalhou também como jornalista. Em 1994, quinze anos depois de sua morte, foi lançado o “Revista da Cidade”, um livro de contos, crônicas, poemas e fragmentos de Berilo Wanderley, organizado por Maria Emília Wanderley.
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