Segundo turno
Depois da aprovação do texto básico da Contribuição Social para a Saúde com apenas dois votos de margem, os líderes governistas têm outra missão difícil pela frente esta semana. Terão de aprovar os destaques ao texto. Funciona assim: a oposição destaca pontos-chave do projeto para serem votados em separado. Para mantê-los, mais uma vez é necessário conseguir a maioria absoluta.
É de se prever que os líderes farão uma pressão especial sobre os parlamentares que não fizeram seu papel na primeira votação. Inclui os que votaram contra, mas especialmente os que fugiram do plenário para não verem registrados seus votos a favor de um novo tributo. Alguns votos a mais vão pingar, por conta desses constrangimentos.
Mas também é verdade que a margem estreita da vitória governista aumentou o preço dos votos do chamado baixo clero, aqueles parlamentares que transformam as votações importantes em um balcão de negócios com o Palácio do Planalto. Quem não estiver feliz pode arrumar um compromisso inadiável na agenda bem na hora da votação…
Prenúncio mais uma vez de fortes emoções. Mas desta vez os governistas têm menos pressa, o Planalto prefere que o projeto ande a passos lentos e não seja votado pelo Senado antes do recesso de julho.
Fonte: Gustavo Krieger
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