Picasso

Minotauro, bebedor e mulheres (1933)
O Pintor
Pablo Ruiz Picasso (Málaga, 1881 — Mougins, 1973) foi reconhecidamente um dos mestres da Arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado milhares de trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas e cerâmica, usando, enfim, todos os tipos de materiais.
Ele também é conhecido como sendo o co-fundador do Cubismo, junto com Georges Braque.
Diz-se que levou toda a sua vida a saber pintar como uma criança. (A criança expressa-se pela necessidade que tem de se expressar e pelo prazer que isso lhe dá; tal como respira porque tem necessidade, sem que alguém se preocupe em fazer qualquer juízo sobre isso.)
O pintor francês Henri Matisse mitificou a costa mediterrânea, ao representar sua luz, suas cores e seu clima paradisíaco. Já o espanhol Pablo Picasso transformou em heróis os monstros míticos do Mediterrâneo.
Em vez de glorificar Teseu, o herói grego que se empenhou em salvar Ariadne do labirinto, Picasso identificou-se com o poder irracional e passional do Minotauro – metade homem, metade touro. Tornou-se, ele também, um monstro – e o maior mito – da pintura do século 20.
A fúria do Minotauro, Picasso transformou em energia criativa. Só nos últimos três anos de vida, pintou mais de 400 telas. Viveu 92 anos, pintou em ritmo febril durante quase 80 e produziu algumas das imagens mais fortes do século, como os quadros Guernica e Les Demoiselles d’Avignon. “Nunca dirigiu um carro. Não sabia sequer montar uma bicicleta ou um cavalo. A única coisa que sabia fazer era pintar”, conta sua última esposa, Jacqueline Rocque, na biografia Pablo Picasso.
Também como o touro grego, que seqüestrava donzelas, Picasso seduzia e arrebatava corações. “De manhã, a missa; de tarde, os touros; à noite, o bordel”, era a definição de um domingo perfeito para o andaluz que nasceu em Málaga – entre muitas garrafas de vinho e sopas de ostra, iniciou-se na boemia e na pintura em Barcelona e escolheu Paris para viver.
Obs: O nosso país não dá conta da educação, saúde e segurança, imaginem que vá se importar com obras de arte. Quanta tristeza dá! E assim caminhamos…assistindo nosso país sendo depredado.
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