Corregedor vai recomendar cassação de Paulinho e Juvenil à Mesa da Câmara
O corregedor-geral da Câmara, Inocêncio Oliveira (PP-PE), afirmou que vai recomendar ainda hoje à Mesa Diretora da Casa a perda de mandato de dois deputados federais. Para Inocêncio, a Câmara deve cassar os mandatos parlamentares dos deputados Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), e Juvenil Alves (PRTB-MG).
Inocêncio disse ainda que “não há dúvidas” sobre as acusações que envolvem Juvenil e Paulinho. Ele diz contar com o respaldo do comando da Câmara para dar continuidade às investigações que podem levar à perda de mandato após julgamento no Conselho de Ética da Casa e no plenário.
Paulinho é suspeito de envolvimento com o esquema de desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O esquema foi desmantelado pela Operação Santa Tereza da Polícia Federal. O deputado negou as acusações, afirmou que é vítima de “perseguição” e ganhou o apoio do PDT que se esquivou de encaminhar o caso para a comissão de ética da legenda.
Para Inocêncio, as justificativas de Paulinho são vazias e improcedentes. “É caso para perda de mandato. Não temos dúvidas de sua culpabilidade. A situação é gravíssima”, disse o corregedor.
Já Juvenil é acusado de abuso do poder econômico. Juvenil é apontado pelo MPF (Ministério Público Federal) como mentor e chefe de uma complexa organização criminosa internacional denominada de “blindagem patrimonial”. O esquema criminoso, desmontado pela operação Castelhana da PF em novembro de 2006, pode ter gerado aos cofres da Receita Federal um prejuízo de R$ 1 bilhão.
“Vou recomendar a perda de mandato por vários indícios que levantam suspeitas entre outros crimes por abuso de poder econômico”, disse Inocêncio. “É outro caso para perda de mandato.”
O corregedor negou que a proximidade das eleições e o envolvimento dos deputados com as campanhas eleitorais possa beneficiar Juvenil e Paulinho, uma vez que a Câmara deverá esvaziar após julho. “Não há a menor possibilidade de isso ocorrer. É uma opinião de honra para a Câmara”, afirmou Inocêncio.
Fonte: Folha Online
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