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Assessor tucano cita servidora ligada a Dilma como coordenadora do dossiê

Depois de afirmar que a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, é responsável pela montagem do dossiê com gastos da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o assessor parlamentar André Fernandes também envolveu nesta terça-feira outra servidora ligada à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na montagem do dossiê.

Fernandes disse que Erenice determinou à chefe da Diretoria de Recursos Logísticos do órgão, Maria de La Soledad Castrillo – conhecida como Marisol–, a responsabilidade por coordenar o grupo que montou o dossiê.
Fernandes disse que os nomes de Erenice e Marisol foram revelados por José Aparecido Nunes Pires, ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, de quem recebeu o dossiê com os gastos de FHC. O assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) reiterou em diversos momentos durante depoimento que presta à CPI dos Cartões Corporativos que Aparecido lhe fez as revelações durante almoço no Clube Naval de Brasília, depois de receber o dossiê.

O assessor disse que o almoço ocorreu a seu pedido porque queria saber “detalhes” sobre a montagem do dossiê. Segundo Fernandes, Aparecido chegou “nervoso” na ocasião, mas acabou revelando os nomes de Erenice e Marisol. Fernandes disse à CPI que, além do ex-secretário, outros dois servidores que têm ligação com os dois participaram do encontro – Nélio Lacerda Wanderlei, diretor do Ministério do Planejamento, e Marco Pólo, servidor do TCU (Tribunal de Contas da União) cedido ao Senado.

Segundo o assessor, os dois servidores são testemunhas do que Aparecido afirmou durante o almoço. “Não posso responder por eles. Mas que ele [Aparecido] falou, falou.” Fernandes negou, no entanto, que tenha gravado trechos do almoço para comprovar que Aparecido atribuiu a responsabilidade do dossiê a Dilma e Erenice. “Gravar [o almoço] seria crime. O que eu sei é que eu não tenho uma fita”, enfatizou.

Fernandes disse à CPI que Nélio e Marco Pólo tinham como objetivo manter a amizade entre ele e Aparecido, mas depois do episódio do dossiê rompeu “em definitivo” ligações com o ex-secretário.
“Amigos sempre quiseram tentar manter o que é impossível ser mantido [a amizade]. Temos amigos em comum”, explicou. Segundo o assessor, Aparecido está na sua lista de e-mails entre os amigos para os quais envia “brincadeiras” – como o power point que disse ter enviado antes de receber de volta o dossiê do ex-secretário.

Fonte: Folha Online

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