Consórcio vencedor diz que estratégia foi baratear projeto
O presidente do consórcio Energia Sustentável, vencedor hoje do leilão da hidrelétrica de Jirau, Victor Paranhos, diz que, sim, é viável construir uma usina na Amazônia e trazer a energia para os centros consumidores (que ficam looooooonge) com um preço de R$ 71 o MW/h. Segundo ele, o que se conseguiu fazer foi uma redução no custo inicial da obra de R$ 12 bilhões para algo entre R$ 8,7 bi e R$ 9 bilhões. E a entrega poderá ser feita em abril de 2012, e não mais em 2013.
Mas como foi feita essa redução no custo? Segundo Victor, através de algumas modificações no projeto. Ele conta que houve uma mudança no local da usina, deslocada para 9 quilômetros mais próxima de Porto Velho. Com isso, reduziu-se em 39 milhões de metros cúbicos uma escavação que terá que ser feita em rocha. Uma outra mudança no projeto será a unificação das compensações ambientais com a usina de Santo Antonio.
Victor explica que eles tentarão compartilhar os projetos ambientais com os da outra usina, o que poderia melhorar a eficácia dos projetos. De fato, isso pode acontecer, o perigo é só que isso acabe signifcando menos investimento na compensação ambiental. Ele garante que não haverá redução da compensação. A ver.
A Suez, a majoritária no consórcio, já havia participado do leilão de Santo Antonio. Na época, gritaram bastante, afirmando que era inviável uma energia a R$ 78 MW/h. Assim, perguntei como eles conseguiram, agora, fazer um projeto cobrando ainda menos.
Victor Paranhos argumentou que a diferença foi que “no caso de Santo Antonio, não tivemos tempo para mudar o projeto de engenharia, dessa vez, tivemos 120 dias para fazer um novo projeto, reduzindo custos”.
A previsão é de que, este ano ainda, saia a licença de instalação.
Fonte: Míriam Leitão
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