DOSSIÊ FHC
Se convidado a depor Aparecido contará tudo
A investigação sobre o Dossiê FHC apontou José Aparecido Nunes Pires, auditor do Tribunal de Contas da União, antigo militante petista e chefe da Secretaria de Controle Interno da Casa Civil desde o início do governo Lula da Silva, levado por Zé Dirceu.
Um dos membros da comissão de sindicância nomeada pela ministra Dilma Rousseff, insinuou na sexta feira passada que o Secretário além de agente executor do vazamento teria sido o autor do documento, feito por conta própria sem o aval do governo.
José Aparecido nega de público a acusação. Mas confidenciou aos amigos que se for convocado a depor na CPI contará tudo que sabe sobre o caso. E ele sabe tudo. Quem fez o dossiê, como foi feito, quais os objetivos e, principalmente, quem deu a ordem para fazê-lo.
Sobre este momentoso episódio da política nacional, o jornalista e blogueiro Josias de Souza faz uma análise que requer atenção; ao seu modo de ver, o Planalto quer fazer Aparecido “desaparecer” para evitar que seja indiciado criminalmente.
Nos círculos governantes vigora a versão de que as despesas da era tucana não eram mais sigilosas. Se esta tese cavilosa for bem sucedida, o PT-governo – segundo Josias de Souza, lograria deixar tudo como dantes:
1. Aparecido não seria nem mesmo demitido. Receberia, mais adiante, uma admoestação verbal ou escrita;
2. O próprio servidor pediria pra sair. Retornaria ao TCU, seu órgão de origem, de onde fora requisitado pelo ex-ministro José Dirceu;
3. Sabe muito o companheiro Aparecido. Mas, feitos os ajustes, agüentaria o tranco de bico calado;
4. Evitaria pronunciar, por exemplo, o nome de Erenice Guerra, a lugar-tenente de Dilma, que encomendou a feitura do dossiê. Silenciaria sobre as reuniões de que participou. Calaria sobre os comentários que ouviu. Viraria um túmulo à moda Delúbio Soares.
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