Arquivo do mês: novembro 2011

Dilma exige retratação e Lupi pede desculpas

Palácio do Planalto já dá como certa saída do ministro do Trabalho na reforma

Após afirmar na véspera que só sairia “à bala” e que a presidente Dilma não o demitiria, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi obrigado a se desdizer. Irritada com as declarações, Dilma mandou a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, dar um recado a Lupi, cuja pasta é alvo de denúncias de corrupção: quem nomeia e demite é a presidente, que exigiu uma retratação. “Me empolguei, sou humano”, admitiu ele mais tarde. O PDT também recuou da ameaça de sair da base aliada, se ele cair o Mas, no Planalto, a saída de Lupi, na reforma ministerial do ano que vem, é dada como certa. (O Globo)

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Ocupação da Rocinha surpreende

Policiais são presos ajudando traficantes a fugir e de deteem Nem

Agentes da PF que monitoravam bandidos flagraram banda podre, prendendo três policiais civis e dois ex-PMs (um deles expulso da corporação) ontem na Gávea, enquanto escoltavam cinco traficantes em fuga da Rocinha. A ação dos agentes federais aconteceu em dois pontos nobres da cidade: em frente ao Shopping da Gávea e ao Jockey Club. Entre os bandidos estavam os ex-chefes do tráfico de dois complexos de favelas pacificadas em fevereiro: São Carlos e Coroa. Aliados de Nem, eles estavam escondidos na Rocinha. Os bandidos teriam acertado o valor de R$ 2 milhões pela escolta, segundo uma alta fonte da Polícia Civil. A Polícia Federal vinha monitorando os traficantes por escutas e pediu ao Tribunal de Justiça autorização para rastrear a tornozeleira eletrônica usada por um deles, que estava em regime aberto.

“Nem” foi preso ontem

O traficante Antonio Bonfim Lopes, conhecido como “Nem”, foi preso no início da madrugada desta quinta-feira (10) ao tentar fugir dentro do porta-malas de um carro preto. “Nem” comandava o tráfico na Rocinha, no Rio de janeiro, uma das maiores favelas da América do Sul.

A prisão aconteceu quando o carro em que ele estava foi parado durante operação do Batalhão de Choque, na Lagoa, zona sul do Rio. Segundo informações da polícia, o traficante ainda chegou a oferecer R$ 1 milhão aos policiais para ser liberado.

Os policiais desconfiaram de um veículo, inicialmente identificado como pertencente ao consulado do Congo, e informaram ao motorista que o carro seria revistado. O suposto funcionário do consulado, aparentando nervosismo, negou a revista. Policias Federais foram chamados e, ao abrirem o porta-malas, encontraram Nem. (O Globo/Folha de São Paulo)

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Chamadas de 1ª página_10.nov.11

O GLOBO – Dilma exige retratação e Lupi pede desculpas

FOLHA DE SP – 473 empresas são suspeitas de sonegar R$1,5 bi

ESTADÃO – Após repreensão da presidente, Lupi e PDT mudam o tom

CORREIO BRAZILIENSE – A farra dos aliados de Lupi

VALOR ECONÔMICO – Lupi deve sair em reforma ministerial

ESTADO DE MINAS – Supremo adia decisão sobre a Lei Ficha Limpa

JORNAL DO COMMERCIO – Tolerância zero para quem bebe e dirige

ZERO HORA – Lupi se retrata após bronca presidencial

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Frank Sinatra & Antonio Carlos Jobim – Desafinado

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Lupi: “Duvido que Dilma me tire. Nem na reforma”

Direção do PDT apoia ministro, mas pedetistas pedem inquérito na PF

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e o comando do PDT decidiram desafiar a presidente Dilma e ameaçaram deixar o governo se perderem o comando da pasta. Após se reunir com a Executiva e parlamentares do partido, Lupi disse que ficará no cargo, mesmo após a reforma ministerial, prevista para janeiro. “Duvido que a Dilma me tire! Para desconforto de vocês (jornalistas), vão ter que me ver aqui no ano que vem, em 2013, em 2014. Pela relação que tenho com a Dilma, não saio nem na reforma”, afirmou. Os líderes do PDT na Câmara, Giovanni Queiroz (PA), e no Senado, Acir Gurgacz (RO), disseram que, se Lupi cair, o partido deixará a base aliada. Já os deputados pedetistas Miro Teixeira (RJ) e Reguffe (DF) e o senador Pedro Taques (MT) pediram à PF abertura de inquérito para apurar as denúncias. (O Globo)

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Chamadas de 1ª página

O GLOBO – Lupi: “Duvido que Dilma me tire. Nem na reforma”

FOLHA DE SP – Lupi diz que só sai do Trabalho ‘abatido a bala’

ESTADÃO – PDT ameaça deixar base se Lupi for demitido

CORREIO BRAZILIENSE – Lupi diz que só sai à bala

VALOR ECONÔMICO – Supremo pode abrir brecha na Lei da Ficha Limpa

ESTADO DE MINAS – Destino da Ficha Limpa nas mãos do Supremo

JORNAL DO COMMERCIO – Nova suspeita sobre a refinaria Abreu e Lima

ZERO HORA – Ministro diz que só sai se for “abatido à bala”

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Miles Davis – In A Silent Way

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Artigo saído n’ O Jornal de Hoje (Natal/RN)

Ainda sobre a “esquerda”: O socialismo libertário

MIRANDA SÁ (E-MAIL: mirandasa@uol.com.br)

Nos fins do século XIX discutia-se muito o “socialismo libertário”, que hoje anda esquecido na literatura específica e sem abordagem até mesmo nos capítulos da História da Civilização. O engraçado é que o socialismo libertário nada mais é do que o Anarquismo.

Houve um tempo em que o Anarquismo assustava a Europa, as tendências socialistas e as incipientes escolas sociológicas; isto explica o motivo dos seus teóricos e doutrinadores suavizaram o nome ao expor as bases teóricas do movimento.

Um dos mais respeitados escritores anarquistas dos oitocentos, o geógrafo Elisée Reclus, foi quem eliminou o disfarce, escrevendo com genialidade: “O dragão que está à entrada do palácio anárquico, nada tem de terrível: é uma palavra, apenas”.

Por causa das enriquecedoras discussões que mantemos na Rede Social, resolvi folhear alguns livros da bibliografia socialista e encontrei na estante que herdei do meu pai, com antiga encadernação e folhas amareladas, um livro do escritor português Silva Mendes, editado em 1896.

O trabalho, respeitadíssimo, “O Socialismo Libertário, ou Anarquismo” é pura História. Nada tem de parecido com os folhetins distribuídos à larga, cheios de utopias e vazios de experiências históricas e base científica. Silva Mendes expõe o seu pensamento a partir da tese de doutorado que defendeu na Universidade de Coimbra, cujo lead transcrevo:

“Ninguém se deslustra com ser anarquista; são-no algumas das maiores individualidades da atualidade; H. Spencer, Kropotkin, Eliseu Reclus, Tolstoi, Ibsen; isto é, o maior sociólogo, o maior apóstolo da liberdade, o maior geógrafo, o maior cristão, o maior dramaturgo. De maneira que: ou o anarquismo é uma utopia formidável ou uma fatalidade social”.

Ao abrir as duas vertentes, a manifestação aponta para a Utopia e um princípio sócio-político pré-determinado. Ambos teem como objetivo o Anarquismo, cuja definição está em todos os dicionários: a negação de governo.

Foram os anarquistas que primeiro criaram sindicatos e conquistaram a jornada de trabalho, primeiro de dez, e depois de oito horas quando os operários trabalhavam do sol nascer ao anoitecer. Isto só chegou ao Brasil quase um século depois com Getúlio Vargas…

Vou evocar a personalidade misteriosa de militar na Rússia, revolucionário na Boêmia e na Alemanha e franco-maçon na França: o agitador que se dizia “democrata revolucionário socialista”, e acendeu a fogueira anarquista: Miguel Alexandrovitch Bakunin.

Muitas vezes preso e exilado, Bakunin concluiu o curso de oficialato da Academia Militar de Moscou, estudou Geometria, Filosofia e História, falando e lendo em russo, alemão, francês e italiano.

O batismo revolucionário dele foi em Leipzig, capital da Saxônia, no ano 1849. Quando os insurretos tomaram a cidade, se impôs como líder da rebelião. Comentou-se que, diante disso, o czar Nicolau II, que o prendeu e exilou, sabendo do acontecimento, bradou: “Cá na Rússia era um simples tenente; na Alemanha, é um ditador. Bravo moço!”

Há muitas outras figuras de relevo entre os primeiros anarquistas dos séculos XIX e XX; mas Bakunin merece o destaque especial que lhe dou por ser o responsável pelo racha na Associação Internacional dos Trabalhadores, enfrentando Marx.

Do confronto emergiu a grande divisão ideológica do movimento socialista, correntes que defenderam o coletivismo (Marx) e do individualismo (Bakunin). Vê-se que antes da Revolução Russa de 1917, já se antevia o autoritarismo marxista que rebocou a Internacional, enquanto os defensores da liberdade individual absoluta ficaram restritos às federações suíça, italiana e espanhola (com influência sobre Portugal).

O Anarquismo desembarcou no Brasil com os emigrantes europeus, principalmente italianos. Trouxe um caráter cooperativista e sindical e são riquíssimas as suas experiências tanto na atividade anarco-sindicalista, como na auto-gestão cooperativa e em manifestações culturais e no jornalismo.

Os anarquistas são exemplos de um passado de esquerda, cujo deperecimento e, porque não dizer, degeneração, caíram melancolicamente nas autodenominadas “esquerdas políticas” e “sindicalismo de resultado”…

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Escândalo do MinEsporte

Denúncia de propina atinge Agnelo Queiroz

Alvo de inquérito sobre irregularidades em sua gestão no Ministério do Esporte, o governador do DF, Agnelo Queiroz (ex-PCdoB, hoje no PT), agora é citado em outra denúncia: a deputada distrital Celina Leão (PSD) o acusa de ter recebido R$ 50 mil em propina quando era diretor da Anvisa. A deputada se baseia no depoimento gravado de Daniel Almeida Tavares, ex-funcionário do laboratório União Química, que apresentou recibo de um depósito de R$ 5 mil na conta de Agnelo em janeiro de 2008. O governador nega e diz que emprestou o dinheiro a Daniel por sua amizade com o dono da empresa. O proprietário da União Química negou o pagamento de propina, mas informou desconhecer o empréstimo. Celina Leão anunciou que o rapaz daria depoimento público sobre o caso, mas ele não apareceu. (O Globo)

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Comissão de ética e PDT fragilizam ministro Lupi

Órgão da Presidência e colegas de partido cobram explicações sobre acusações

A permanência de Carlos Lupi à frente do Ministério do Trabalho tornou-se ainda mais ameaçada ontem, após a decisão da Comissão de Ética da Presidência de lhe pedir explicações sobre o descontrole na fiscalização de convênios com ONGs. A cobrança por esclarecimentos cresceu no próprio partido do ministro. Pressionado, Lupi, que é presidente licenciado do PDT, marcou para hoje reunião com parlamentares e a Executiva da legenda. “O PDT tem história, de vitórias e de derrotas e até brigas, mas nunca esteve sob suspeita de envolvimento em prática de corrupção”, afirmou Miro Teixeira, um dos deputados pedetistas que deverão entrar hoje no Ministério Público com pedido de investigação. Lupi não obteve demonstração de apoio do governo e, numa audiência privada conseguida à última hora, tentou se explicar à presidente Dilma Rousseff. Após a reunião, disse que é “osso duro de roer” e defendeu cadeia para corruptos. (O Globo)

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