Arquivo do mês: janeiro 2010

Sobe para 35 o número de mortos em deslizamentos em Angra dos Reis

O Corpo de Bombeiros localizou mais três corpos de vítimas de deslizamentos que atingiram Angra dos Reis (RJ): dois na região da pousada Sankay, na praia do Bananal, na Ilha Grande, e um no morro da Carioca, no centro da cidade. Com o novo dado, sobe para 22 o total de mortes na pousada Sankay e para 35 o total de óbitos na cidade em decorrência das chuvas desde ontem.

Os corpos localizados neste sábado serão encaminhados para o IML (Instituto Médico Legal), mas a Defesa Civil Estadual não soube informar para qual.

Outras 13 mortes foram registradas também no morro da Carioca, no centro da cidade, onde outro deslizamento atingiu residências.

A parte continental de Angra amanheceu sob barulho de sirenes na manhã deste sábado, quando foram retomadas as buscas no morro da Carioca, área pobre do centro da cidade. Os trabalhos no deslizamento do luxuoso hotel em Ilha Grande não foram interrompidos e seguiram durante a madrugada.

Segundo a Defesa Civil, há registro de 565 pessoas desalojadas (que estão em casas de amigos e parentes) na cidade de Angra e 318 desabrigados (que dependem de abrigos públicos). Desses, 113 são do morro da Carioca. Já o numero de pessoas desaparecidas não foi informado pelo órgão.

Fonte: UOL Notícias

Arnaldo Antunes e Nando Reis – Não vou me adaptar

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Não Vou Me Adaptar

Nando Reis

Composição: Arnaldo Antunes

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar (3x)

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou me adaptar!
Me adaptar!

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou me adaptar!
Não vou!

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
Mas é que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou!
Não vou me adaptar! Eu não vou me adaptar!
Não vou! Me adaptar!…

Artigo publicado n’ O Jornal de Hoje

O Brasil precisa aprender a ser grande

MIRANDA SÁ, jornalista (mirandasa@uol.com.br)

Quando fui passar a noite de Natal no Rio de Janeiro, encontrei a mesma turma de sempre, ruidosamente alegre e a qualquer momento rápida e eficaz para uma polêmica. A fauna é curiosa: reúne uma historiadora, dois jornalistas, uma médica, duas psicólogas, um executivo, uma professora, dois químicos, um empresário e um indigenista.

Tudo é motivo para discussão, e a mais curiosa da última reunião foi sobre a ameaça de extinção dos tubarões. Cai na besteira de dizer que estava me lixando para os tubarões, que preferia ficar do lado da rapaziada do surf do que desses predadores. Foi um tumulto! “Então, daqui a 50 anos ninguém vai saber o que foi um tubarão?”.

– “Para mim eles já vão tarde. Limparão as praias desses devoradores de gente, e só sentirão falta deles os orientais doidos pela sopa dee barbatanas de tubarão…”

Enquanto nos engalfinhávamos (verbalmente) com essas bobagens, no Suuriname um grupo de brasileiros foi atacado violentamente por surinameses por motivo fútil, uma briga por causa da dívida de um brasileiro a um surinamês.

Informa-se, sem confirmação, que na briga o surinamês foi esfaqueado e teria morrido, o que motivou a invasão do acampamento onde viviam 80 garimpeiros brasileiros, com suas mulheres e filhos.

Este fato doloroso e lastimável nos leva à reflexão da negligência com que o governo brasileiro trata os emigrados nos países fronteiriços. Muito mais preocupação a nossa diplomacia tem com os bolivianos, sobas africanos e golpes e contragolpes em Honduras do que com nossos compatriotas.

Por isso defendo a tese de que o Brasil precisa aprender a ser grande. Não custa nada os nossos dirigentes e candidatos a dirigentes estudarem a história dos grandes impérios passados e ainda sobreviventes. Deveremos aprender que a Grã-Bretanha não aceitaria leniente um ataque desse tipo aos seus súditos.

Olhando atrás, ver como o presidente Lula e o Itamarati calaram e aceitaram sem protesto a afronta do exército boliviano, arriando a bandeira do Brasil nas instalações da Petrobras, invadidas por ordem de Evo Morales.

Há ameaças aos nossos patrícios que moram, trabalham e produzem riquezas no Paraguai, conhecidos como “brasiguaios”, e não é desconhecida a situação nas fronteiras do extremo Norte, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname, para onde vão os nordestinos aventureiros em busca de uma vida melhor.

Um Brasil grande e forte deve estar preparado para defender nossos compatriotas. A qualquer custo, de qualquer maneira. Preferencialmente pacífica, senão…

 

Comentário (I)

“Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e vinte e quatro horas depois uma horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição,empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso”.

Olimpio Mourão Filho, general (Memórias, 1970)

Tragédia no réveillon

Chuvas fazem 30 mortos em Angra e 51 em todo Rio de Janeiro

As primeiras horas de 2010 chegaram com avalanches de terra e pedras em Angra dos Reis. No Morro da Carioca, no Centro da cidade, um deslizamento destruiu seis casas e provocou pelo menos 11 mortes. Na Enseada do Bananal, na Ilha Grande, a queda de uma barreira destruiu casas e a Pousada Sankay, uma das mais sofisticadas do lugar. Ali, 19 corpos já foram encontrados, mas a estimativa é de que o número de vítimas chegue a 50. Por causa do temporal, cerca de 5 mil moradores e turistas da Ilha Grande enfrentam o caos, com falta de luz, água e energia.

Natureza em fúria

O ano começou trágico. Um deslizamento de terra destruiu a pousada Sankay, em Ilha Grande, matando 19 pessoas. Outros soterramentos provocaram 11 mortes no Centro de Angra dos Reis, três em Juiz de Fora (MG) e cinco em Cunha (SP).

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Novela congressual

Congresso paga salários de 22 políticos que estão de licença

O Congresso gasta mais de R$ 4,3 milhões por ano com os vencimentos de 22 parlamentares licenciados para ocupar cargos em secretarias municipais e estaduais, ministérios e prefeituras. Os políticos optam pelo salário de parlamentar por ser, geralmente, maior que os do Executivo.

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Noticiário

Brasil deve ter em 2010 menor saldo comercial da era Lula = Se as previsões de consultores se confirmarem, o presidente Lula se despedirá com o pior saldo de balança comecial do seu governo. A média das estimativas aponta para superávit de US$ 12 bilhões em 2010, embora haja até apostas em déficit.

Vannuchi: comissão não é contra militares = O secretário de Direitos Humanos, ministro Paulo Vannuchi, disse que a Comissão Nacional da Verdade não é contra os militares, e negou alterações na Lei de Anistia, que extinguiu crimes políticos durante o regime.

Plano brasileiro de colocar em órbita foguetes enfrenta atraso = O Programa Espacial Brasileiro entra em seu último ano sob o governo Lula com atraso. O Veículo Lançador de Satélite (VLS) e o Cyclone-4, este em parceria com a Ucrânia, provavelmente só terão voos de qualificação depois do mandato do atual presidente.

Prudente volta sob protestos = OAB condena a permanência do distrital Leonardo Prudente, alvo da Operação Caixa de Pandora, na presidência da Câmara Legislativa. Em nota, a Ordem classifica o ato como “descaro indescritível”.

Manchetes de hoje_2.jan.10

FOLHA DE SÃO PAULO – Soterramentos matam 30 em Angra

O GLOBO – Chuvas fazem 30 mortos em Angra e 51 em todo o estado

CORREIO BRAZILIENSE – Chuvas matam ricos e pobres no Rio

O ESTADO DE SÃO PAULO – Tragédia de Angra eleva para 60 total de mortos pela chuva

JORNAL DO BRASIL – Natureza em fúria

ESTADO DE MINAS – Eleição em dobro para 900 mil brasileiros

ZERO HORA – Ministro tenta explicar Comissão da Verdade

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Chuvas provocam tragédias no Rio

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Poesia

Sonhei, confuso, e o sono foi disperso,

Mas, quando dispertei da confusão,

Vi que esta vida aqui e este universo

Não são mais claros do que os sonhos são

Obscura luz paira onde estou converso

A esta realidade da ilusão

Se fecho os olhos, sou de novo imerso

Naquelas sombras que há na escuridão.

 

Escuro, escuro, tudo, em sonho ou vida,

É a mesma mistura de entre-seres

Ou na noite, ou ao dia transferida.

 

Nada é real, nada em seus vãos moveres

Pertence a uma forma definida,

Rastro visto de coisa só ouvida.

 

 

Fernando Pessoa

 

O Poeta

 

Escritor português, nasceu a 13 de Junho, numa casa do Largo de São Carlos, em Lisboa. Aos cinco anos morreu-lhe o pai, vitimado pela tuberculose, e, no ano seguinte, o irmão, Jorge. Devido ao segundo casamento da mãe, em 1896, com o cônsul português em Durban, na África do Sul, viveu nesse país entre 1895 e 1905, aí seguindo, no Liceu de Durban, os estudos secundários.

Frequentou, durante um ano, uma escola comercial e a Durban High School e concluiu, ainda, o «Intermediate Examination in Arts», na Universidade do Cabo (onde obteve o «Queen Victoria Memorial Prize», pelo melhor ensaio de estilo inglês), com que terminou os seus estudos na África do Sul. No tempo em que viveu neste país, passou um ano de férias (entre 1901 e 1902), em Portugal, tendo residido em Lisboa e viajado para Tavira, para contactar com a família paterna, e para a Ilha Terceira, onde vivia a família materna. Já nesse tempo redigiu, sozinho, vários jornais, assinados com diferentes nomes.

Leia mais aqui

Dick Farney e Elis Regina

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Programa Ensaio – Tv Cultura

Elis Regina – Dick Farney – Alguém como Tú

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