Arquivo do mês: agosto 2008
REVISTAS SEMANAIS
VEJA
Capa – Entrevista com Andréas Schleicher: “Medir para avançar rápido” * Tempo e dinheiro para comprar * Este homem é deputado estadual * Todos no jato eleitoral de Lula * F@rc: os e-mails que comprometem * Visão de um curral eleitoral * Amorim, pede pra sair * Protógenes 2, a missão!
ÉPOCA
Capa – Entrevista: Peter Kornbluh :: “O Brasil tem de liberar os arquivos” * Um petista encrencado * Faxina eleitoral * O petróleo no mar sem dono * Quem são nossos novos imigrantes * O delegado vai à escola * Dá para confiar nos antiinflamatórios? * Os meninos que ninguém pode adotar
ISTOÉ
Capa – Reportagem: Disque 1,2,3 para… * O projeto secreto da PF * O futuro da Operacao Satiagraha * Lula segura a roda da economia * A nova chefe da receita * Prexige proibido * Médico é preso e acusado de vender fígado para transplante * Religiosos querem o poder * STF e o listão
ISTOÉ DINHEIRO
Capa – Entrevista: Pedro Marrey Jr. “A informalidade está diminuindo” * André volta ao jogo * A indústria do lobby * A bomba que vem da Itália * Um perdão de US$483 milhões * A AmBev do software * Lições da educação * A próxima atração da TV digital
CARTA CAPITAL
Capa – Quem fica com o espólio de ACM? * A lista da discórdia * Carlos Minc está fervendo * Efeitos colaterais dos juros * Onde fica a famosa verdade? Mais de dois minutos, uma multa * Ministro do barulho * Valises invioláveis * O arquiteto-ativista * À procura de bons projetos * O mundo não se entende
EXAME
Capa – Reportagem: A hora da verdade * Aperte o cinto, o preço subiu * Um império em liquidação * Abalo no mundo de Dantas * “Vou entrar na briga pelo Iphone” * A terra prometida dos chineses * Capitalismo: a salvação para a Amazônia * O big brother vem aí? * O estado que virou vilão
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MANCHETES de hoje_3.jul.08
CORREIO BRAZILIENSE – Tarso Genro critica OAB
FOLHA DE SÃO PAULO – Protógenes critica falta de independência
da polícia
ESTADO DE MINAS – A falsa tribo que fraudou o Prouni
ZERO HORA – Brasileiro vê aumento na corrupção, diz pesquisa
O GLOBO – País tem só duas capitais entre 100 melhores cidades
JORNAL DO COMMERCIO (PE) – País bate recorde de intoxicações
por remédios
TRIBUNA DO NORTE – Micarla lidera pesquisa; na espontânea
há 48% indecisos
A TARDE – Nelson Jobim se opõe a Tarso Genro
O POTI (RN) – Segurança e Saúde áreas que mais preocupam
natalenses
JORNAL DO BRASIL – A valorização do real é uma armadilha
ESTADO DE SÃO PAULO – Bolsa derruba os novos investidores
brasileiros
TRIBUNA DA IMPRENSA – Lula se queixa da imprensa
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Poesia
Não entendo
Não entendo.
Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender.
Entender é sempre limitado.
Mas não entender pode não ter fronteiras.
Sinto que sou muito mais completa quando não entendo.
Não entender, do modo como falo, é um dom.
Não entender, mas não como um simples de espírito.
O bom é ser inteligente e não entender.
É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida.
É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice.
Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco.
Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.
Clarice Lispector
A Poetisa
Nascida em 1920, na Ucrânia e falecida em 1977, no Rio de Janeiro. Ela veio para o Brasil aos dois meses de idade, criou-se no Recife e mudou-se para o Rio de Janeiro aos doze anos. Formou-se em Direito e, aos dezessete anos, escreveu seu primeiro livro, o romance “Perto do Coração Selvagem”.
Na obra de Clarice Lispector, a caracterização das personagens e as ações são elementos secundários. Importa-lhe captar a vivência interior das personagens e a complexidade de seus aspectos psicológicos. Daí resultam uma narrativa introspectiva e o monólogo interior, em que muitas vezes percebe-se o envolvimento do narrador, ficando difícil estabelecer as fronteiras entre narrador e personagens.
Essa centralização na consciência contribui para a digressão, a fragmentação dos episódios e o desencadeamento do “fluxo de consciência”, isto é, a expressão direta dos estados mentais, nos quais parece manifestar-se diretamente o inconsciente, do que resulta certa perda da seqüência lógica.
Na trilha filosófica do existencialismo, Clarice enfatiza a angústia do homem diante de sua liberdade para escolher o curso que deseja dar à sua vida. Essa escolha é necessária, já que sua existência não está predeterminada, e a maneira de cada indivíduo ser e estar no mundo e entendê-lo resulta de sua própria opção.
Assim, ele tem a liberdade de optar por uma vida autêntica e questionadora, mas isso provavelmente o levará a enxergar um mundo absurdo em que nada faz sentido e, conseqüentemente, a afundar-se num abismo de perplexidades.
Por outro lado, pode refugiar-se na banalidade do cotidiano e nos ;interesses imediatos, limitados e efêmeros, os quais certamente nunca o deixarão plenamente satisfeito.
As narrativas de Clarice Lispector quase sempre focalizam a epifania, um momento de revelação, um momento especial em que a personagem defronta-se subitamente com a verdade.
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Olavo Bilac já farejava a encrenca do Rio em 1907
“Perco-me muitas vezes, por dever profissional, visitando escolas, no alto destes morros que intumescem de espaço a espaço a topografia do Rio de Janeiro.”
Assim começa o texto “Fora da Vida”. Escreveu-o Olavo Bilac. Foi publicado em 25 de setembro de 1907, nas páginas de um prestigioso jornal da época: o Correio Paulistano.
“Conceição, Pinto, Livramento, confusos dédalos [labirintos] de ladeiras íngremes em que se acastelam e equilibram a custo casinhas tristes, de fachadas roídas e janelas tortas.”
“É uma cidade à parte”, anotou Bilac. Apenas uma entre as várias cidades que formavam “a federação das urbes cariocas.” De todas as “subcidades” do Rio “a mais original.”
“…É onde vive a nossa gente mais pobre, denso formigueiro humano.” Lugar, já àquela época, desassistido.
“Algumas ladeiras desses morros não conheceram nunca, por contato, ou sequer de vista, uma vassoura municipal…”
“…Em muitas delas apodrecem lentamente ao Sol, durante semanas e semanas, sob nuvens de moscas, cadáveres de galinhas e de gatos…”
“…E as faces humanas que por lá se encontram têm quase todas esse ar de asiática indiferença que vem do largo hábito da miséria e do desânimo…”
“…Indiferença por tudo, pelo prazer e pelo sofrimento, pela vida e pela morte.”
Deve-se ao professor Antonio Dimas a “ressurreição” dos artigos deste brasileiro que se fez notável pelo verso. Dimas os reuniu em “Bilac, o Jornalista”, obra de quatro tomos.
Clique aqui para ler na íntegra.
Fonte: Josias de Souza
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FRASE DA VEZ_3/2
“Após a matéria na revista Cambio, revelando as relações do governo Lula com os narcoterroristas das Farc, de que tamanho será a nova reserva que a Petrobras vai anunciar?”
Cláudio Humberto, jornalista e blogueiro
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JOIA FALSA
Farc: o véu da ‘fantasia’
O governo Lula chamou de “fantasia” os e-mails dos narcoterroristas das Farc revelados pela revista Cambio. Mas a “fantasia” está no movimento da deputada Maninha (PT- DF) contra a extradição de Olivério Medina, como ele revelou em e-mail sem data a Raúl Reyes: “Falei com a deputada Maninha, esperamos que abra caminho ao presidente (Lula) via Marco Aurélio Garcia (o aspone top-top, de assuntos aleatórios).
Cláudio Humberto, jornalista e blogueiro
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Ticiano
O Pintor
Tiziano Vecellio nasceu em Pieve di Cadore por volta de 1490. Aos nove anos de idade foi enviado a Veneza para viver com um tio e tornou-se aprendiz de Sebastiano Zuccato, mestre de mosaico. Pouco depois ingressou no atelier de Gentile Bellini. Seus maiores mestres, no entanto, foram Giovanni Bellini, irmão de Gentile, e Giorgione Castelfranco, renovador da pintura veneziana.
Em 1508 colaborou com Giorgione na decoração do Fondaco dei Tedeschi, trabalho preservado em forma fragmentária. Após a morte prematura de Giorgione em 1510, Ticiano encarregou-se de terminar vários dos quadros do mestre, como a “Vénus adormecida” e o “Concerto campestre”, o que gerou polêmicas posteriores sobre a autoria principal dessas obras. Depois passou a trabalhar sozinho e provocou escândalo ao pintar nus em cenas bíblicas e em paisagens venezianas conhecidas.
Os trabalhos de Ticiano nessa fase, entre eles os afrescos da Scuola del Santo em Pádua, a “Fuga para o Egito” e a alegoria “Amor sacro e amor profano”, ainda revelam a influência do estilo paisagístico e idealista, assim como a preocupação com a luz, características do estilo de Giorgione, mas também possuem vitalidade naturalista original. Ticiano consagrou-se em plena maturidade com a monumental tela “Assunção da Virgem”.
Durante os anos seguintes deu mostras de seu gênio versátil ao alternar a criação de cenas mitológicas de marcante sensualidade e luminosidade quente – “Bacanal”, “Baco e Ariana” – com quadros religiosos caracterizados pela intensa dramaticidade, firme modelagem das figuras e tendência aos contrastes de luz e sombras, como a “Madona Pesaro” e “Descida ao túmulo”.
Nessa época, Ticiano passou a dedicar-se ao retrato, gênero em que alcançou profundidade psicológica ao procurar transmitir a personalidade de seus retratados pela escolha da atitude e intensidade do olhar, além da valorização das mãos. Em 1530, Ticiano assistiu à coroação, em Bolonha, do imperador Carlos V, que se converteu em seu principal patrono. O rei nomeou-o pintor da corte três anos depois e lhe concedeu um título de nobreza, fato inusitado que revela o prestígio conquistado pelo artista.
O cromatismo exuberante das cenas mitológicas que pintou entre 1554 e 1562 para Filipe II da Espanha – “Danae recebendo a chuva de ouro”, “O rapto de Europa” – prenunciou o estilo revolucionário de seus últimos anos, em que se desligou gradualmente das linhas para compor as formas mediante espessas pinceladas, que ele frequentemente retocava com os dedos. Exemplos significativos dessa técnica quase impressionista foram a nova versão de “Descida ao túmulo”, a “Coroação de espinhos” e a “Pietà”, obra concluída por Palma o Jovem.
Ticiano morreu em Veneza, em 27 de Agosto de 1576.
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SENADO
Garibaldi programa o “recesso eleitoral”
O presidente do Senado, Garibaldi Alves, convocou para terça a reunião que vai definir o que todos os seus pares querem saber: quando funcionará a Casa durante a campanha eleitoral. Só que a idéia do presidente é oposta à dos comandados: quer que haja só uma semana de recesso branco por mês. “Os senadores vão querer mais, mas nós temos de pensar na imagem da Casa. Não podemos fazer um recesso logo após o recesso”, diz Garibaldi.
Renata Lo Prete, jornalista (painel@uol.com.br)
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IMPRENSA
O papel da comunicação social
A verdade tem de ser buscada – e eis a tarefa básica dos veículos de comunicação social. Assim, na campanha eleitoral que se inicia, por sobre o que poderá ser explicado melhor no horário eleitoral no rádio e na televisão – que os candidatos usarão como sua melhor arma – ou nos debates que as redes de televisão realizarão, espera-se que os profissionais da comunicação cumpram o seu papel de descobrir a verdade.
Mauro Chaves, jornalista e escritor (mauro.chaves@attglobal.net)
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Comentário (I)
Humilhação demais gera reação
Divulgou-se esta semana estar o presidente Lula decidido a apresentar Dilma Rousseff como candidata em 2010, fato de que poucos duvidavam, mas, ao mesmo tempo, inclinado a fazer de Ciro Gomes o companheiro de chapa. Mais do que uma aliança PT-PSB, a dobradinha exprimiria o esforço derradeiro para a preservação do poder pelo grupo que o detém.
Só que tem um problema: e o PMDB, maior partido nacional, fiel servidor dos presidentes da República oriundos de outras legendas, desde os tempos do sociólogo? Resistiriam os herdeiros do dr. Ulysses a mais essa humilhação?
Carlos Chagas, jornalista
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