Arquivo do mês: agosto 2008
REVANCHISMO
Militares apontam ‘guerrilheiros’ do governo
Oficiais da reserva pretendem debater, na quinta-feira, o que consideram “passado terrorista” de autoridades do governo Lula em um seminário no Clube Militar do Rio. Uma possibilidade é exibir slides com fotos e uma biografia de ministros e petistas ilustres, como José Dirceu, Dilma Rousseff e Tarso Genro. Os militares estão irritados com a “conduta revanchista” de Tarso, que apóia punição a torturadores da ditadura.
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !
MANCHETES do dia_4.jul.08
CORREIO BRAZILIENSE – Onde estão os 34 mil terceirizados que
serão substituídos
FOLHA DE SÃO PAULO – Nova secretária da Receita quer mais
alíquotas do IR
ESTADO DE MINAS – Mais homenagens do que votos na Câmara
ZERO HORA – Pane em SP atrasa vôos em todo o país
O GLOBO – Tráfico recebe armas até do Exército da Bolívia
VALOR ECONÔMICO – Congresso volta em recesso branco
JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Pane a mau tempo atrasam
vôos no País
TRIBUNA DO NORTE – Micarla lidera em Natal
A TARDE – Atrasos em 47% dos vôos na Bahia
GAZETA MERCANTIL – TSE impõe regras para a propaganda
eleitoral
DIÁRIO DE NATAL – Micarla tem maioria de 37 pontos sobre
Fátima
JORNAL DO BRASIL – Currais cobram pedágio para permitir
campanha
ESTADO DE SÃO PAULO – Militares reagem a Tarso e criticam
‘passado terrorista’ do governo Lula
- Notícias
- Comentários desativados em MANCHETES do dia_4.jul.08
- Tweet This !
Poesia
Como a noite é longa!
Como a noite é longa!
Toda a noite é assim…
Senta-te, ama, perto
Do leito onde esperto.
Vem p’r’ao pé de mim…
Amei tanta coisa…
Hoje nada existe.
Aqui ao pé da cama
Canta-me, minha ama,
Uma canção triste.
Era uma princesa
Que amou… Já não sei…
Como estou esquecido!
Canta-me ao ouvido
E adormecerei…
Que é feito de tudo?
Que fiz eu de mim?
Deixa-me dormir,
Dormir a sorrir
E seja isto o fim.
Fernando Pessoa
O Poeta
Uma biografia de Fernando Pessoa seria na verdade uma coleção de biografias. Uma dele próprio; outras tantas para seus heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campo, Ricardo Reis, Bernardo Soares, só para falar em alguns destes heterônimos, que não são pseudônimos como alguns pensam, mas escritores com personalidades e estilos próprios, com vida e história independentes dos demais.
A genialidade de Pessoa era tamanha que não cabia em um só homem; eram necessários vários homens, várias cabeças para dar vazão a tanta criatividade, ao transbordamento de idéias que o acometia. Grande conhecedor da língua portuguesa, ela própria brincou com seu sobrenome: Pessoa. Talvez Pessoas fosse mais adequado, para um poeta que era habitado por tantos outros.
- Notícias
- Comentários desativados em Poesia
- Tweet This !
Francisco Rebolo
Francisco Rebolo González (São Paulo SP 1902 – idem 1980). Pintor e gravador. Inicia estudos artísticos na Escola Profissional Masculina do Brás e trabalha como decorador de residências. Em 1926, estuda desenho decorativo e monta ateliê na Rua São Bento, transferindo-se para o Palacete Santa Helena.
Em 1935, organiza o Grupo Santa Helena com Mario Zanini (1907-1971), Fulvio Pennacchi (1905-1992), Bonadei (1906-1974), Humberto Rosa (1908-1948), Clóvis Graciano (1907-1988), Alfredo Volpi (1896-1988) e outros. No ano seguinte participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, e em 1937 integra a Família Artística Paulista.
Realiza a primeira individual na livraria Brasiliense, em São Paulo, em 1944. Viaja por Minas Gerais a convite do prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, em companhia de outros intelectuais e artistas modernos. Em 1945, trabalha com outros artistas para a criação do Clube dos Artistas e Amigos da Arte (Clubinho), do qual será diretor. Participa do movimento para a criação do Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP.
Em 1955, embarca com a família para Europa com o prêmio viagem ao exterior obtido no 3º Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1956 faz curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Rafael. Em 1959, incentivado por Marcelo Grassmann (1925), inicia uma série de experiências como gravador.
Em 1973, recebe prêmio de pintura da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA. É lançado em 1978 o documentário O Anel Lírico, sobre vida e obra do artista, com direção e produção de Olívio Tavares de Araújo.
Fonte: Itaú Cultural
- Notícias
- Comentários desativados em Francisco Rebolo
- Tweet This !
Parem as máquinas
O grande escândalo da campanha eleitoral até agora é a censura imposta pelo tráfico de drogas no Rio à cobertura da imprensa. Eis o furo de reportagem: não existe liberdade de expressão nas favelas. Estão todos perplexos e indignados, até o governador do estado.
Provavelmente ninguém sabia disso, tal a estupefação geral. Entidades de classe gritam basta, militantes de direitos humanos soltam manifestos, o poder público abomina a situação. A civilização grita contra a barbárie. Só não se sabe para quem ela grita.
Se não é para Deus, deve ser talvez para os traficantes. O basta mais patético da história. Algo do tipo “Pessoal: trafica, mata, mas não esculacha.” Um apelo corajoso. Só seria bom lembrar às autoridades indignadas que Tim Lopes, o jornalista, foi trucidado na Vila Cruzeiro seis anos atrás. Que uma candidata a governadora do Rio, por acaso uma ex-juíza, declarou dois anos atrás que não subiria morros para fazer campanha.
Que uma repórter de “O Dia” foi torturada este ano numa favela em Realengo. Que… Enfim, que a perplexidade dos civilizados, incluindo o governador do estado e o presidente da República, está com a data de validade vencida.
Está criada a indústria nacional da indignação. Não demora, sai um manifesto da OAB ou da Anistia Internacional. Provavelmente, exigindo a democratização dos meios de comunicação nas bocas de fumo.
Fonte: Guilherme Fiúza
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !
A Redação
* Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa.
Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todoo edifício.
O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos.
Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final nahistória: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
*Não podemos afiançar a veracidade deste texto recebido pela internet. Transcrevemos por julgá-lo à altura da inteligência dos nossos leitores.
- Notícias
- Comentários desativados em A Redação
- Tweet This !
Tom Jobim & Nara Leão -Desafinado/Wave
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !
Frase_2/3
“Todo governante se compõe de 3% de Lincoln e 97% de Bush.”
Millôr Fernandes, o Millôr
- Notícias
- Comentários desativados em Frase_2/3
- Tweet This !
Vale quanto ganha
Economia determina Brasil nos Jogos
Delegação brasileira mostra que, quanto maior o PIB de uma região, maior é o número de atletas olímpicos nascidos nela. Dos brasileiros em Pequim, 55,6% são originários do Sudeste, que tem percentual similar da economia do país; já o Norte é minoritário.
O dinheiro tem mais peso do que as pessoas. Com cara de máxima capitalista, a frase explica a origem dos atletas brasileiros que formam a delegação do país na Olimpíada. Levantamento da Folha mostra que os Estados onde a economia é mais forte cedem mais esportistas ao país. O contingente populacional tem influência bem menor na contribuição de cada região para a equipe nacional.
Região mais rica do país, o Sudeste tem 154 dos 277 atletas nos Jogos nascidos em seu território. Eles representam 55,6% da delegação brasileira. É uma fatia bem maior do que sua população, que engloba 42,4% dos brasileiros. Mas é bem próximo da participação regional na economia do país: os quatro Estados (SP, RJ, ES e MG) representam 56,2% do PIB nacional. Todos os dados são do IBGE. Assinante da Folha leia mais aqui.
- Notícias
- Comentários desativados em Vale quanto ganha
- Tweet This !
Flamengo recebe o Cruzeiro para reencontrar o caminho da vitória
Sem vencer há cinco jogos – a última vitória foi sobre o Vasco, no dia 13 de julho – o Flamengo recebe o Cruzeiro, no Maracanã, neste domingo, às 16h, precisando reencontrar o caminho das conquistas para subir na tabela.
A liderança do Campeonato Brasileiro durou dez rodadas e, agora, o rubro-negro ocupa a quarta colocação, com 28 pontos, quatro a menos do que o líder Grêmio, que neste domingo recebe o Vitória, na terceira posição.
Fonte: O Globo
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !

Comentários Recentes