Arquivo do mês: agosto 2008

Frase_2/8

“A decisão do eleitor é mais importante que a do Supremo Tribunal.”

Roberto Wider, presidente do TRE-RJ, recomendando não votar nos “fichas sujas”

Tropas russas entram na capital separatista da Geórgia

Tanques chegam à Ossétia do Sul em defesa da província; EUA apóiam integridade territorial georgiana

Tropas e tanques russos entraram nesta sexta-feira, 8, na região separatista de Ossétia do Sul, na Geórgia, em defesa da província. O primeiro-ministro russo Vladimir V. Putin declarou que “a guerra começou”, enquanto o presidente georgiano Mikheil Saakashvili acusava Moscou de uma “invasão bem planejada”, segundo o jornal The New York Times.

As informações sobre o conflito eram contraditórias, e não era possível determinar se forças russas ou georgianas detinham o controle da capital de Ossétia do Sul, Tskhinvali.

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Fonte: O Estadão

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Olimpíadas de Pequim

História da China é contada em fantasias e encenações

História da China é contada em fantasias e encenações

Criação de Supertele

Governo atropela a ordem dos fatores

Uma das coisas mais esquisitas do atual governo é esta criação da supertele. O governo resolveu aplicar nela uma lei da matemática, mas que na vida dos países e das regras regulatórias não deveria funcionar: a de que a ordem dos fatores não altera o produto. Para ser criada a Supertele, a Oi tem que comprar a Brasil Telecom.

Para que isso aconteça o governo tem que mudar o Plano Geral de Outorgas que proíbe que uma mesma tele tenha o controle da telefonia fixa em duas áreas. Aí, o governo avisou que ia mudar, e começou todos os procedimentos para alterar o PGO, apenas para atender a um grupo privado específico.

Uma inversão de ordem doida, porque o que tinha que acontecer era o governo fazer uma revisão do PGO em vários pontos que já caducaram e aí, diante das novas regras, os grupos eventualmente fariam seus negócios.

Mas para garantir que o negócio seja realmente feito, os grupos La Fonte e Andrade Guttierrez tinham que comprar as ações da OI que estavam na mão de quem? do Citibank, do Opportunity ( famoso Opportunity) e do GP Investimento. Porque isso acabaria com o cruzamento das ações.
E o BNDES abriu os cofres: dos R$ 2,9 bilhões necessários para o negócio, emprestou R$ 2,5 bilhões.

Esse empréstimo não cria um emprego sequer, mas o banco que tem seu funding do Fundo de Amparo ao Trabalhador empresta essa montanha de dinheiro mesmo antes (nova alteração da ordem dos fatores) de ser mudada o PGO. Detalhe é que um dos grupos beneficados com o empréstimo, porque vai embolsar parte do dinheiro, é exatamente o grupo em que os dirigentes estão todos sendo presos ou respondendo a processo por remessa ilegal, lavagem de dinheiro, suborno e outras mais.

Agora, outros grupos de telecomunicação estão também pedindo mudanças que lhes interessam nas regras do setor de telecomunicação. Assim o PGO vai sendo mudado por encomenda do setor privado e não pelo interesse do consumidor, ou pelo bom funcionamento do mercado, ou para atender à modernização do setor, esses sim os únicos fatores que permitiriam uma mudança no marco regulatório.

Fonte: Miriam Leitão

Olimpíadas de Pequim

Hasteamento da bandeira da China

Hasteamento da bandeira da China

História – há 34 anos…

08/08/1974: A renúncia de Richard Nixon

Chega ao fim a Era Nixon. No fim do jogo, um perdedor.

Richard Nixon teve tudo para ser considerado um dos maiores estadistas do século XX. Presidente dos EUA por dois mandatos pelo Partido Republicano, foi eleito, pela primeira vez em 1968, ao vencer o democrata Hubert Humprey.


JB

Àquela ocasião, seus maiores desafios eram contornar os conflitos militares internacionais em que havia o envolvimento americano e lutar contra a crise econômica nacional. Adotadas estratégias para substituir os soldados americanos por ajuda econômica e defensiva, e medidas para controlar preços, salários e conter gastos públicos, Nixon chegou fortalecido à campanha de reeleição.

E, venceu para seguir em seu segundo mandato com a maior quantidade de votos da história do país, mesmo com a denúncia do caso Watergate. Se num primeiro momento, o escândalo de escuta ilegal na sede do partido democrata por elementos ligados ao governo aparentasse não ofuscar a carreira política de Nixon, mais tarde a História testemunharia o contrário.

Watergate tornaria-se marco do jornalismo investigativo, resultado do trabalho de dois repórteres do jornal Washington Post, Bob Woodward e Carl Bernstein. Se quando da apreensão dos cinco integrantes com material de espionagem o caso caiu no esquecimento público por falta de provas e longo período sem novidades, eles seguiram em frente e foram além no episódio daquela invasão.

Trouxeram à tona uma série de procedimentos e esquemas nos bastidores da Casa Branca desconhecidos do grande público, inclusive a cumplicidade do Presidente Nixon e os singulares métodos de sua campanha de reeleição.

Com o desenrolar do processo, o público começou a conhecer o funcionamento da Casa Branca no dia-a-dia, sobretudo o retrato de um presidente preocupado em manipular seus companheiros e elaborar estratégias para manter-se isolado e afastado do caso Watergate; um presidente criando um ambiente de fraude e desonestidade, de evasão e encobrimento.

Aliando-se à opinião pública americana a pressão da oposição, Nixon renunciou a presidência, dois anos após a sua reeleição. Mais uma vez, uma manobra era adotada. Justificando questões pessoais, que o impediam de dedicar-se integralmente ao cargo para o qual havia sido escolhido, Richard Nixon salvou-se do Impeachment.

Fonte: CPDOC/JB

glauco

Fonte: chargeonline.com.br/Glauco

BLINDAGEM

Vetados parcialmente privilégios de advogados

O presidente em exercício, José Alencar, vetou três parágrafos do projeto de lei aprovado no Congresso Nacional que torna invioláveis os escritórios de advocacia em investigações policiais.

Os parágrafos vetados – o 5º, 8º e o 9º – impediam a investigação policial no escritório dos advogados e garantiam a inviolabilidade de todos os documentos ou possíveis provas de um crime que um cliente armazenasse no local de trabalho do advogado, inclusive em computadores.

O veto parcial foi negociado com entidades representativas dos magistrados, do Ministério Público, dos delegados da Polícia Federal e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A negociação envolveu ainda o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o ministro chefe da Advocacia Geral da União (AGU), José Dias Tofolli.

G1-Portal de Notícias/MS

Artigo para O Metropolitano. Amanhã nas bancas

É cedo para anunciar o “já perdeu!”

MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br


Inexplicavelmente o PT sempre evitou alianças à esquerda, com PCB, PC do B, PDT, PMN e PSB, mas depois da eleição de Lula deu uma guinada de 180°, se escrachou fazendo parceria com Romero Jucá, Jáder Barbalho, José Sarney, Severino Cavalcanti, Geddel Vieira, Paulo Maluf, Íris Rezende e outros do mesmo naipe.

Do ponto de vista eleitoral, o que teria dado certo antes recebe hoje o repúdio popular, como se vê nas pesquisas de opinião pública.

É exemplar o que ocorre em Belo Horizonte, onde o candidato “flex” forjado numa estranha coligação do lulismo-petismo com os tucanos de Aécio Neves está levando um banho de Jô Morais, da pequena (mas atuante) representação do PC do B em Minas Gerais.

Em outras capitais de peso eleitoral, a pesquisa do Datafolha aplicando a pergunta ‘em quem você vai votar para prefeito’, mostra os nomes dos candidatos e registra o ‘não sei´de 56% em Salvador e 58% em Recife. Indefinidos também os eleitores de Porto Alegre (61%) e do Rio de Janeiro (66%).

Os números caíram um pouco em Curitiba (46% de indecisos) e em São Paulo (43%). Em Belo Horizonte, apesar do rolo compressor da parceria Lula-Aécio, ainda não decidiram em quem votar 79% dos entrevistados.

Nos estados de menor expressão numérica, a campanha nos centros administrativos ainda está esquentando, mas já se vê o mesmo fenômeno de alheamento e a desvantagem para os candidatos oficiais em pronunciamentos espontâneos da população.

Acho que ainda é prematuro desacreditar da força dos governos e das lideranças políticas ligadas a Lula da Silva. É cedo, portanto, anunciar o ‘já perdeu’ das chapas apoiadas nos programas do PT-governo e a capacidade organizativa da pelegagem, defendendo a manutenção do poder.

Aí estão os aparelhados na administração federal (e estadual), com vencimentos de primeira linha, as Ongs fajutas e outras linhas auxiliares com influência em movimentos sociais e órgãos de governo.

E não se pode esquecer do dinheiro, muito dinheiro que chegará certamente das empreiteiras, dos bancos e entidades pouco ortodoxas e será traficado pelas dezenas de delúbios que substituíram o az do mensalão.

Quando a campanha for divulgada nos programas radiofônicos e televisivos do Tribunal Superior Eleitoral é possível que a definição do eleitor seja acelerada, apesar do desinteresse flagrante.

E, sinceramente, não vejo a mesma coisa que os observadores ‘chapa-branca’ vêem: a alienação do povo. Essa turma quer reverter um dos processos que mais reforça a democracia que é o pronunciamento das urnas.

Agora a ‘esquerda’ lulista-petista divulga que os brasileiros já estão empanturrados de eleições… O mesmo argumento dos defensores do totalitarismo fascista.

O povo quer, sim, votar. Mas o quadro político-eleitoral, convenhamos, não suscita muito interesse porque não propõe mudanças. Os sinais de desencanto pelo aumento do custo de vida já aparecem claramente nas ruas, mas a timidez dos candidatos não lhes permite segurar a bandeira anti-Lula.

E é assim que a aritmética eleitoral ainda não é real. Fica apenas em conjecturas nem sempre com a independência necessária para obter crédito.

FRASE DA VEZ_1/8

“País fala em crescimento sustentável, mas vai na direção oposta”.

Washington Novaes, jornalista