Arquivo do mês: agosto 2008
Um avião da TAM que fazia o trajeto entre Madri e São Paulo voltou hoje à capital espanhola duas horas e meia depois de ter decolado, devido a um problema em uma de suas turbinas, informaram fontes aeroportuárias à Agência Efe.
O vôo 8065 tinha decolado de Barajas às 15h (10h de Brasília) e retornou a Madri duas horas e 25 minutos depois, quando já tinha sido ativado o “alerta local” nas instalações do aeroporto de Barajas.Durante o “alerta local” são mobilizados os bombeiros, o pessoal médico e as forças de segurança do Estado destacados no aeroporto, caso seja necessária sua intervenção, o que não aconteceu neste caso.
Os passageiros do avião, um Airbus A330, desembarcaram em um terminal. A companhia deve colocá-los em outra aeronave, que partirá para São Paulo nas próximas horas, segundo as fontes.
Fonte: Uol Notícias
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Frase_2/9
“Por conter as provas de um jogo injusto é que o orçamento é tão complicado, técnico, oculto, disfarçado, arredio.”
Betinho (1935-1997)
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Elis Regina
Canta “O bêbado e o equilibrista.” A música, de 1979, é de autoria de João Bosco e Aldir Blanc.
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Lembrança
Hoje é dia de lembrar Betinho. Em 09/08/1997 ele se foi. O texto abaixo é parte de uma carta deixada por Betinho com amigos para ser entregue à sua esposa, Maria Nakano, após sua morte.
O amor em tempos de Aids
No Brasil, depois do exílio, nossas vidas pareciam bem normais. Trabalhávamos e viajávamos nas férias. Tiradentes, São João del Rei, Serro, Milho Verde, Diamantina, Bocaiúva, Montes Claros, Curvelo, Pirapora e várias outras cidades.
Sempre a volta a Minas. Freqüentávamos casas de amigos, o IBASE funcionava, até a hemofilia parecia ter dado uma trégua. Henrique crescia, Daniel aos poucos se reaproximava de mim, já como filho e amigo. A normalidade e até as tentações de uma sexualidade que ainda buscava se livrar das amarras do passado católico repressivo e castrador.
Mas, como uma tragédia que vem às cegas e entra pelas nossas vidas, estávamos diante do que nunca esperei: a AIDS. Em 1985, surge a notícia da epidemia que atingia homossexuais, drogados e hemofílicos. A notícia chegou pela voz de um médico hemofílico que fazia um estágio no Instituto Pasteur e lá descobriu que estava com AIDS, era o Dr. Bare, jovem e forte. Chegou ao Brasil e reuniu os hemofílicos do Centro Santa Catarina e disse: “Estamos todos com AIDS, é fatal e vamos morrer”. E morreu.
O pânico foi geral. O Chico saiu da reunião contando a nova. Eu, é claro, havia entrado também nessa, como se não bastasse ter nascido mineiro, católico, hemofílico, maoísta e meio deficiente físico pelas marcas da hemofilia. Era necessário entrar na onda mundial, na praga do século, mortal, definitiva, sem futuro, fatal.
Era o Henfil, o Chico, eu e as três mulheres. Por sorte, nenhuma delas foi contaminada. Isso salvava metade do barco, mas a outra estava condenada ao naufrágio.
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Frase_1/9
“Não vim pra cá para discutir direitos humanos.”
Presidente Lula, que deixa a China hoje, reafirmando que só queria assistir às Olimpíadas
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Na Veja
A revolta das algemas
É cômico que no país da impunidade as algemas se tornem assunto nacional. Mas é praxe. Sempre que um tubarão aparece de argola no pulso, o coro de indignados se levanta. Em fevereiro de 2002, quando Jader Barbalho surgiu na televisão algemado em decorrência de algum desfalque antigo ou recente, ouviu-se o mesmo barulho: as algemas estavam ali para fins de espetáculo e humilhação.
Agora, desde o mês passado, com excelsas figuras do tubaronato na rede, o assunto voltou ao ar. A polícia algemou o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito Celso Pitta e o especulador Naji Nahas, e tudo isso apenas para promover “a espetacularização das prisões”, como definiu Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal. Na semana passada, o STF acabou com a marola e decidiu que as algemas, daqui para a frente, só serão usadas em casos de “evidente perigo de fuga ou agressão”.
O coro dos indignados e a decisão do STF são louváveis. As algemas foram criadas pelos motivos que a Justiça definiu – fuga e agressão. Nos Estados Unidos, país com a maior população carcerária do mundo, em geral, os algemados ficam com os braços às costas. Curiosamente, no Brasil os diretores de cena da polícia têm o hábito de algemar a vítima com os braços à frente.
Assim, as câmeras de televisão podem captar, num único close, o rosto e as algemas da vítima. Todos sabem que ser fotografado ou filmado com algemas no pulso é um convite à condenação. No Japão, imagem de preso algemado, se divulgada ou publicada, precisa aparecer sob tarja ou pixels.
É notável que o STF tenha disciplinado o uso das algemas ao discutir uma ação proposta pelo pedreiro Antônio Sérgio da Silva, e não pelo banqueiro Daniel Dantas. Condenado a treze anos e seis meses por homicídio, o pedreiro alegou que sua condenação foi influenciada pelo fato de que, no julgamento, se sentou algemado no banco dos réus.
O STF aceitou a alegação, anulou o julgamento e aproveitou para dizer que algemas só se usam em casos excepcionais. Todo mundo – criminoso ou bandido, pedreiro ou banqueiro – tem direitos fundamentais, como também disse o ministro Gilmar Mendes.
Por isso mesmo, está faltando outra providência, para não deixar a impressão de que a revolta das algemas só faz sentido quando cai tubarão na rede. É recorrente a cena do policial que pega no queixo de preso para levantar seu rosto, facilitando o trabalho dos cinegrafistas.
Isso pode? Não é espetáculo, humilhação? Com freqüência, os suspeitos anônimos cobrem a cabeça na hora da prisão. Assim, tentam fugir do tratamento degradante de ser expostos à execração pública. Tubarões não fazem isso.
Ou acham humilhante se esconder ou sabem que o público os conhece, com ou sem camisa ou toalha na cabeça. Mas também nunca se viu policial levantando a cabeça de banqueiro para encarar a câmera. Se o que degrada a ralé é permitido, e só se proíbe o que degrada a fidalguia, vamos de volta ao início: é cômico o país da impunidade.
Fonte: Veja/André Petry
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NOTICIÁRIO
Receita busca R$ 8 bilhões em multas
A Receita Federal vai autuar, na próxima semana, 827 empresas que sonegaram R$ 1,1 bilhão. O total chega a 6.032 companhias, que deixaram de declarar R$ 33,9 bilhões de faturamento e devem aproximadamente R$ 8 bilhões ao fisco.
Ministros defendem abertura de arquivos da ditadura militar
Tarso Genro (Justiça) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) reagiram à leitura das suas fichas de guerrilheiros em ato no Clube Militar.
Anvisa aponta ’emergência’ em infecção por bactéria no país
Micobactéria fez 2.102 vítimas em cinco anos, a maioria em hospitais privados; infectologistas sugerem adiar cirurgias não-urgentes.
Candidatos são contra laqueadura
A proposta de realizar laqueaduras tubárias e vasectomias grátis na rede pública de saúde sofreu um bombardeio geral dos candidatos à prefeitura. Foi chamada de “infeliz” e “preconceituosa contra as mulheres”. Só Marcelo Crivella a defende. Jandira Feghali não se manifestou.
Células-tronco para vencer 10 doenças
Cientistas de Harvard descobrem novas linhagens de células-tronco que vão abrir caminho para a fabricação de drogas destinadas a vencer doenças como distrofia muscular e diabetes tipo 1.
Só Garibaldi pode excluir fraudadoras
Segundo o Ministério Público, está nas mãos do presidente do Senado excluir de nova licitação as empresas suspeitas de fraude em contratos para fornecimento de mão-de-obra à casa.
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IRRESPONSABILIDADE
Governo só liberou 3,5% da verba do PAC no Rio
Apesar das inaugurações com a presença do presidente Lula e de candidatos às eleições, as obras do PAC ainda não deslancharam no Rio. Levantamento baseado no Siafi mostra que, dos R$ 266,3 milhões empenhados este ano pela União para o estado, só foram pagos R$ 9,37 milhões. O valor é quase igual ao que o governo federal gastou na publicidade do programa em todo o país: R$ 8,4 milhões. No caso do arco rodoviário, por exemplo, o problema vem desde 2007: dos R$ 700 milhões previstos, apenas R$ 100 milhões foram liberados.
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