Arquivo do mês: agosto 2008

POBREZA NO VAREJO

Dívida dos Estados bate recorde

Após dez anos praticamente impedidos de aumentar suas dívidas, os governos estaduais retomaram o endividamento. Até a semana passada, obtiveram autorização do Tesouro para tomar R$ 9,5 bilhões em dívidas. O valor é de 281% superior a tudo o que foi emprestado no ano passado.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Petróleo criará pólo de equipamentos pesados

Os investimentos em exploração de petróleo e as novas descobertas realizadas na camada pré-sal serão suficientes para viabilizar a estruturação de um pólo industrial capaz de produzir equipamentos para a indústria petrolífera mundial. A Petrobras planeja investir US$ 97,4 bilhões até 2012. Várias companhias devem aplicar mais US$ 30 bilhões na exploração.

AEROVIÁRIOS REAGEM

Ação tenta anular golpe de Marlan Jr.

A secretária-geral do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, informa que a entidade vai tentar, na Justiça, anular o leilão de sua sede, que o JB revelou ter sido arrematada pelo advogado Marlan de Moraes Marinho Júnior, em operação envolvendo seu irmão, juiz da 24ª Vara Cível do Rio.

PETROBRAS NÃO ESTÁ MORTA

Exploração para áreas além de Tupi e Carioca

A Petrobras começa a expandir seu trabalho de exploração em áreas menos “badaladas” do pré-sal para realizar novas descobertas na extensa faixa de petróleo que vai de Santa Catarina ao sul do Nordeste. Depois de anunciar campos promissores como os de Tupi e Carioca, a estatal começou a perfurar duas áreas no litoral catarinense e a expectativa é encontrar hidrocarbonetos tanto em cima como embaixo da camada de sal.

REVERSÃO DAS EXPECTATIVAS

Barbosa diz que esperavam um negro submisso no Supremo

O ministro Joaquim Barbosa nega que seja “encrenqueiro” e atribui os recentes atritos com seus colegas à defesa que faz de “princípios caros à sociedade”, como o combate à corrupção.Em entrevista à Folha, diz que “enganaram-se os que pensavam que o Supremo Tribunal Federal iria ter um negro submisso”. Barbosa é o primeiro negro da Instituição.

SANGUESSUGAS DA SAÚDE

R$ 74 milhões do banheiro para o ralo

Segunda reportagem da série do Correio Braziliense sobre a má gestão dos recursos da saúde mostra como uma pequena fortuna destinada à construção de “módulos sanitários domiciliares” para famílias de baixa renda desapareceu em banheiros fantasmas. Em algumas casas, as obras até começaram, mas não foram concluídas. Em outras, a construção inacabada já se deteriorou. E, num exemplo claro de desvio de verbas, a Controladoria-Geral da União (CGU) encontrou os banheiros do programa em bares, igrejas e estabelecimentos comerciais.

MANCHETES de hoje_25.ago.08

O GLOBO – Minc terá de se explicar hoje a ambientalistas

FOLHA DE SÃO PAULO – Barbosa diz que esperavam um negro submisso no Supremo

ESTADO DE MINAS – Desvio de R$ 74,8 milhões em obras de banheiros

ZERO HORA – Duas cidades gaúchas não têm PM

VALOR ECONÔMICO – Batalha política do lixo ameaça cidades

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – STF faz audiências sobre anencéfalos

CORREIO BRAZILIENSE – PF suspeita que lobista ocupou sala no Senado

A TARDE – Ameaça de fechar aeroporto dá protesto

JORNAL DO BRASIL – MP investiga ganhos de 22 vereadores

GAZETA MERCANTIL – Petróleo pode criar novo pólo industrial

ESTADO DE SÃO PAULO – Divisão no PT cresce com caso Romênio

TRIBUNA DA IMPRENSA – Veteranos abrem guerra contra mudanças na PF

Poesia

Em Surdina

Calmo, na paz que difunde
a sombra dos altos ramos,
que o nosso amor se aprofunde
neste silêncios em que estamos.

Coração, alma e sentidos
se confundam com estes ais
que exalam, enlanguescidos,
medronheiros e pinhais.

Fecha os olhos mansamente
e cruza as mãos sobre o seio.
Do teu coração dolente
afasta qualquer anseio.

Deixemo-nos enlevar
ao embalo desta brisa
que a teus pés, doce, a arrulhar,
a relva crestada frisa.

E quando a noite sombria
dos carvalhos for baixando,
o rouxinol a agonia
da nossa alma irá cantando.

Verlaine

O Poeta

O lirismo musical e evanescente de Verlaine exerceu influência decisiva no desenvolvimento do simbolismo e abriu novos caminhos para a poesia francesa. Com Mallarmé e Baudelaire, Verlaine compõe o grupo dos chamados poetas decadentes. Paul-Marie Verlaine nasceu em Metz, França, em 30 de março de 1844. Filho de um militar abastado, estudou no Liceu Bonaparte – hoje Condorcet – de Paris e mais tarde conciliou o trabalho numa companhia de seguros com a vida boêmia nos círculos literários parisienses.

Em seus primeiros livros, Poèmes saturniens (1866; Poemas saturninos) e Fêtes galantes (1869; Festas galantes), ouvem-se ecos do romantismo e do parnasianismo. Em 1872, dois anos após casar-se, Verlaine abandonou mulher e filho e iniciou, com o jovem poeta francês Arthur Rimbaud, uma turbulenta ligação sentimental que os levou a percorrer vários países europeus.

O relacionamento teve um final abrupto em Bruxelas, em 10 de julho de 1873, quando Verlaine feriu o amigo com um tiro de revólver e foi condenado a dois anos de prisão. Libertado, Verlaine tentou em vão reconciliar-se com Rimbaud. Viveu no Reino Unido até 1877, quando regressou à França.

Datam desses anos dois magníficos livros de poesia, Romances sans paroles (1874) e Sagesse (1880), este a expressão de sua volta aos ideais de um cristianismo simples e humilde. Apesar de sua crescente fama e de ser considerado um mestre pelos jovens simbolistas, o fracasso dos esforços que fez para recuperar a esposa e levar uma vida retirada conduziram Verlaine a uma recaída no mundo da boêmia e do alcoolismo que, durante o resto de seus dias, o obrigou a freqüentes hospitalizações. Paul Verlaine morreu em Paris em 8 de janeiro de 1896.

FRASE DA 3/24

“A Constituição não pode ficar à mercê de um Poder Executivo que, exorbitando de suas funções, se apropria de funções legislativas e mesmo jurídicas”.

Denis Lerrer Rosenfield, professor titular de filosofia da UFRGS

OPINIÃO

Dois acidentes aéreos, dois chefes de Estado

O trágico acidente aéreo recentemente ocorrido na Espanha, tirou das férias o primeiro ministro Zapatero que voltou imediatamente a Madri, como faria qualquer chefe de Estado que se preza.
Nosso presidente Lula, por ocasião do terrível acidente com o avião da TAM em Congonhas, ocorrido há mais de um ano cujas causas tem muito a ver com o governo, em lugar de se deslocar para São Paulo, seu berço político, se mandou para o Nordeste, dando continuidade as atividades de palanque que orientam seu projeto de poder. Dois graves acidentes aéreos e duas posturas diferentes de chefes de Estado.

José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br