Arquivo do mês: agosto 2008

Tudo é Jazz 2007

Oscar Castro Neves canta “Onde está você”

Frase da vez_1/25

“Nossa medalha é amarela, mas é de ouro, não de amarelar.”

José Roberto Guimarães, técnico da seleção Brasileira de vôlei feminino.

Semana com ata do Fed e IGP-M

A divulgação da ata do Fed nos Estados Unidos, na terça-feira, e o anúncio do IGP-M de agosto aqui no Brasil, na quarta, são os dois principais eventos da semana, que também terá revisão do PIB americano no segundo trimestre, na quinta.

A ata é importante porque o mercado aguarda o posicionamento do BC americano com relação à crise econômica. Já com relação ao IGP-M, fica a expectativa para a deflação, como mostrou as duas primeiras prévias.

Vejam como está a agenda enviada pelo Departamento de Estudos Econômicos do Bradesco

Fonte: Míriam Leitão

Juca Kfouri na ‘Folha” de hoje

O rabo de cavalo e o ninho de rato

Como cobrar dos atletas se a fauna da cartolagem nacional tem todos os bichos, menos os mais nobres?

GANHAR OU PERDER faz parte do esporte e dos chavões da vida. Quase redundância.

Sem educação, saúde e política esportiva, ganhar é sinônimo de surpresa num país como o Brasil, fora as exceções de praxe.

Perder é a regra e, a rigor, não tem maior importância se houvesse pelo menos um esforço no sentido de pensar o esporte como fator de saúde pública (cada dólar investido no esporte economiza três na saúde pública, segundo a Organização Mundial da Saúde) e de inclusão social.

Clique aqui para ler na íntegra.

História – há 47 anos…

25/08/1961 – A renúncia de Jânio Quadros

“Nesta hora de grave crise
e de perigos incontáveis,
cabe a todos os brasileiros
a tarefa de se empenharem
na preservação da unidade nacional
e das instituições democráticas.
A renúncia do Presidente Jânio Quadros
causou profunda inquietação
ao povo inteiro,
paralisou a administração,
obrigou as Forças Armadas
a se colocarem de prontidão,
fez com que os governos estaduais
adotassem medidas de precaução,
pôs o Poder nas mãos
do Presidente da Câmara
e deixou o Brasil numa situação tal
que ninguém pode esconder
o temor que todos sentimos
de que a própria Nação
pode perder-se ou descrer de si mesma”.
Jornal do Brasil

A efêmera presidência de Jânio Quadros foi marcada por polêmicos mandos e desmandos: a tentativa de reaproximação com a URSS e a China, a nomeação de um embaixador negro para a África, a recusa de apoio aos americanos na expulsão de Cuba da OEA, e ainda a proibição de rinhas de galo e de maiôs cavados, causaram perplexidade entre o povo e as elites.

O desfecho dessa gestão não seria menos surpreendente. Jânio renunciou ao cargo quando o vice, João Goulart, se encontrava em visita oficial à China. A ausência de Jango abriu margem para que o presidente da Câmara, Ranieri Mazzili, assumisse provisoriamente o governo. Até hoje se especula sobre os reais motivos da renúncia.

O mais lógico é a de que se tratou de uma manobra estratégica. Sem maioria no Congresso, e ciente do desconforto entre Jango e os militares, renunciara na expectativa que o Parlamento lhe oferecesse liberdade governamental, e de que contaria também com o apoio do exército. O Congresso, contudo, aceitou prontamente sua renúncia eclodindo uma crise política que culminaria, anos mais tarde, no Golpe Militar. Ninguém ofereceu lição maior de esperança e desilusão ao povo brasileiro.

Surpreendente e polêmico do início ao fim

Jânio Quadros assumiu a Presidência da República a 31 de janeiro. Contrariando a expectativa geral, em seu discurso de posse foi discreto e gentil, chegando mesmo a tecer elogios ao governo anterior. Na mesma noite porem, surpreendeu a todos.

No seu pronunciamento em rede nacional atacou violentamente o governo JK, acusando o ex-presidente de nepotismo e inoperância administrativa, responsabilizando-o pelo descontrole inflacionário e pela galopante dívida externa.

Era o primeiro de tantos episódios histriônicos que ensaiaria na sua turbulenta trajetória de 209 dias à frente do poder máximo do país.

Fonte: CPDOC/JB

charge do benett

Fonte: chargeonline.com.br/Bennet

Artigo publicado n’ O METROPOLITANO. Nas bancas

A careta dos candidatos na tevê

Miranda Sá, jornalista

E-mail: mirandasa@uol.com.br

Tem muita gente que não gosta do programa eleitoral patrocinado pela justiça eleitoral no rádio e na tevê. Há mesmo quem defenda o seu fim – incluindo-se aí os donos de emissoras, que se dizem prejudicados mas são pagos, e bem pagos, com o dinheiro arrancado do contribuinte.

Eu tenho simpatia pela exibição dos candidatos. É claro que nem todas as vinhetas são atraentes. Algumas são até asquerosas, pela feiúra dos personagens ou a má qualidade do texto.

Uma coisa, porém, é certa: a careta dos candidatos na tevê revela muita coisa. É preciso ser um ator (ou atriz) com uma grande bagagem experimental para mentir e ninguém notar. Nós, jornalistas, que atuamos frente ao vídeo, sabemos como é difícil transmitir inverdades.

Assim, vale à pena sentar no sofá e assistir o desfile dos candidatos. Os que disputam uma cadeira executiva têm a apresentação televisionada tratada com esmero por marqueteiros pagos a peso de ouro, a maioria pelo caixa 2 da campanha… Mas os vereadores!

Estes, em grande número, são na maioria pobres, pegando carona na campanha do candidato(a) a prefeito(a). E haja exibição medíocre. Não sei como andam as coisas na chamada Grande Natal, mas no Rio e São Paulo o desfile é hilário.

Uma grande quantidade dos postulantes à vereança procura a sombra de um cacique político. Na Paulicéa, Lula, Serra e Fernando Henrique são disputados à tapa. Quem tem um retrato antigo com algum desses, tirou do baú para exibi-lo.

No Rio o exibicionismo dos padrinhos e madrinhas é mais pobre. Aparece César Maia, Benedita da Silva e embora muito queimado, o casal Garotinho. Até a minha amiga Heloísa Helena anda patrocinando os candidatos de seu partido, o PSOL, medíocres que só eles.

É altamente positiva a liberdade de expressão de todos que concorrem a cargos eletivos, mas infelizmente isto tem o seu lado contraproducente como o cínico aparecimento dos fichas sujas. A mistura de alhos com bugalhos é a tônica deste democratismo circense.

A situação se torna pior por causa da proliferação dos partidos, São 27 ao todo e – perdoem-me as exceções da regra – os ordinários e corruptos tomam conta de mais de 50% das legendas entre as grandes e as pequenas. É o povo quem constata que os desonestos e os vulgares dominam a chamada classe política.

Então os engraçados valem até pela risada que damos ao vê-los se mostrando. No primeiro dia de aparição aqui no Rio, tivemos pleiteantes com camisas de clubes de futebol, sendo que dois do Botafogo e dois do Flamengo. Um deles, segurança do rubro-negro, adotou o slogan “chega de gol contra!”…

Teve um policial militar com o desplante de dizer que a Cidade Maravilhosa precisa de um super-herói, e se apresentou como tal… Outro, aproveitando-se da numeração, assumiu que seria o “007 da Segurança Pública”.

O horário gratuito sustenta da disputa democrática das urnas. O eleitor tem, portanto, a grande responsabilidade de eleger alguém que vai dirigir os destinos do seu município. Entre os cariocas, poder-se-ia começar por filtrar os próprios nomes dos candidatos, pois têm concorrendo o “professor Uóston, o Abacadabra, Leilinha do Flamengo e o Negão da Mangueira…

Comentário (I)

Dois chefes de governos em situação semelhante

…duas posturas diametralmente postas. É o que não posso deixar de constatar após este desastre ocorrido com um avião na Espanha, onde Zapatero, já no primeiro momento após o fato foi à público prestar solidariedade às família enlutadas. Quando do acidente da TAM em São Paulo, Lula manteve um sepulcral silêncio por cinco longos dias, só explicável pelo temor de seu governo ser responsabilizado pelas 199 mortes resultantes da inépcia e descaso com que Infraero e Anac levaram à frente a questão da manutenção dos aeroportos e trafego aéreo no país. Isso, sem falar do top-top Marco Aurélio Garcia, o que dispensa maiores comentários. Realmente, não há como deixar de comparar.

Mara Montezuma Assaf (montezuma.fassa@gmail.com)

NOTICIÁRIO

223 mil aposentados recebem 13º salário antecipado
Começa nesta segunda, e vai até 5 de setembro, o pagamento da primeira parcela do 13º a cerca de 22,1 milhões de aposentados do INSS. A estimativa é de que a antecipação do benefício injete mais de R$ 7 bilhões na economia brasileira, sendo R$ 85,2 milhões em Brasília.

Reitor da Unifesp é acusado de gasto irregular de R$ 230 mil
Fiscalização do TCU aponta que Ulysses Neto usou verba pública em viagens ao exterior para comprar itens de luxo e atuar como consultor.

Brasil lidera investimento nos países emergentes
O Brasil teve a maior alta de investimentos diretos estrangeiros entre as economias emergentes do mundo entre 2006 e 2007, à frente de China, Índia e Rússia, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).

Denúncia de tráfico de drogas cresce 21,4% em SP
O número de denúncias sobre tráfico de drogas aumentou 21,4% no Estado de janeiro a julho de 2008. O telefone 181 foi acionado 26.694 vezes, com informações sobre comércio de cocaína, maconha, crack e ecstasy. São Paulo, Sorocaba e Guarulhos lideram o ranking.

MP investiga ganhos de 22 vereadores
Quase metade dos 48 vereadores que tentarão a reeleição em outubro já estão sendo investigados pelo Ministério Público Estadual do Rio, por suspeita de enriquecimento ilícito ou improbidade administrativa. O JB teve acesso exclusivo à lista do MP com nomes e números e inquéritos.

Apreensão de LSD mostra Brasília na rota do tráfico
Drogas sintéticas chegam pelo correio em correspondências comuns, livros e até CDs vindos da França e da Holanda. As duas rotas são consideradas novas pela polícia — que, no último dia 13, prendeu dois jovens na região do Sudoeste e da Octogonal com 575 papelotes.

FUSÃO DE ESTATAIS

Caixa e BB debatem valor de ativos

Surgiram nas negociações de incorporação da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil divergências sobre valores de ativos que serão incorporados. A cúpula do BB e o governo paulista têm pontos de vista diferentes sobre depósitos judiciais, folha de pagamento de servidores e a conta única do Tesouro paulista.