Arquivo do mês: julho 2008

Miró

Miró - Still-Life with coffee mill
Still-Life with Coffee Mill (1918)

Joan Miró (Barcelona,1893-Palma de Maiorca,1983) pintor espanhol. Em seus primeiros anos como artista, Miró apresentou em seus trabalhos uma mistura de influências que vão do expressionismo ao fauvismo, passando pelo cubismo. Numa viagem a Paris, em 1919, conheceu Picasso, entrou em contato com o movimento dadaísta e depois com o surrealismo.

Seu estilo evoluiu a partir de estudos realizados sobre o irracional e o fantástico, até recriar um mundo onírico pessoal no qual fluem imagens distorcidas da realidade, cheias de formas orgânicas e construções geométricas.

As primeiras obras desse período apresentam um ambiente campestre, a que se seguem outras obras orientadas por uma abstração lírica, cuja composição se organiza com uma variação limitada de cores brilhantes (azul, vermelho, amarelo, verde, preto) sobre fundos planos, com diferentes signos gráficos e deformações fantásticas livres de qualquer compromisso figurativo.

Este é o caso do Carnaval do Arlequim (1924-1925) ou de Interior Holandês (1928). A partir da década de 1930, passa a interessar-se pela colagem, enquanto os grafismos tendem a reduzir-se a pontos, linhas e manchas coloridas. Durante a guerra civil de 1936, concebeu algumas obras que refletem o conflito: O Ceifeiro, Cabeça de Mulher, enquanto continuava a série sobre as Constelações que concluiu nos primeiros anos da década de 1940.

A partir de 1944, passou a interessar-se pela escultura: realizou diversos murais para o edifício da Unesco em Paris (1958) e para a Universidade de Harvard (1960), cultivando simultaneamente a escultura de pequenas dimensões.

Alta dos juros

Banco Central sobe juros para 13%; é a terceira alta seguida

O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, decidiu elevar a Selic (taxa básica de juros) em 0,75 ponto percentual, de 12,25% para 13% ao ano.Essa foi a terceira elevação seguida dos juros. Na reunião de abril, a taxa subiu de 11,25% para 11,75%, e, na de junho, havia subido de 11,75% para 12,25%.A nova taxa valerá pelos próximos 45 dias.

Risco de inflação

A inflação é uma preocupação do governo e do mercado e interfere nas decisões sobre a taxa de juros. Quando os juros do país ficam mais altos, o consumidor tende a comprar menos, porque a prestação de seu financiamento vai ser mais elevada. Isso reflete na variação da inflação (saiba mais sobre a relação entre juros e inflação). Embora alguns índices de inflação tenham demonstrado desaceleração no seu ritmo neste último mês, o custo de vida preocupa o mundo todo, por causa do preço dos alimentos em ascensão.

No Brasil, o IPCA, que mede a inflação oficial, e o IGP-M, muito usado em reajuste de aluguéis, acumulam altas importantes (veja infográfico com a inflação).

Maior juro real do mundo

Segundo estudo elaborado pelo economista Jason Vieira, da UpTrend Consultoria, o Brasil continua na liderança do ranking dos maiores juros reais do mundo. Com a elevação da Selic para 13% ao ano, o juro real brasileiro passou para 7,2% ao ano. Para ser calculado o juro real, é descontada a taxa de inflação projetada para os próximos 12 meses. De acordo com a Uptrend, Austrália vem em segundo no ranking, com juros de 5,7%. Turquia é a terceira colocada, com taxa básica de 5,3% ao ano.

Essa pesquisa da UpTrend considera somente os países que, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), vendem seus títulos de dívida pública no exterior.

Fonte: Uol Economia

ELEIÇÕES (II)

Ibope e Datafolha convergem no Rio

Os números da pesquisa do Ibope sobre as intenções de voto, hoje, para a Prefeitura do Rio, levantamento publicado na edição de “O Globo” de domingo, convergem com os revelados pelo Datafolha há cerca de uma semana. A única diferença, na realidade, refere-se à posição de Solange Amaral. O Datafolha apontou 10 pontos para ela, o Ibope apenas 5 por cento.

Percentualmente, como se vê, uma diferença enorme. No mais, a concordância é quase absoluta.
Marcelo Crivela na frente com 26 para o Datafolha e 23 para o Ibope, Jandira Feghali 17 e 14, Eduardo Paes 9 e 8, Fernando Gabeira 7 e 8, Chico Alencar 3 e 4 e Alessandro Molon do PT, 3 por cento nas duas pesquisas.

Pedro do Coutto, jornalista

ELEIÇÕES

Ninguém está transferindo voto…

Em Belo Horizonte, apesar de toda popularidade, o governador Aécio Neves não conseguiu transferi-la para Márcio Lacerda, mesmo ajudado pelo prefeito Fernando Pimentel. Jô Moraes ganha de lavada e não será por questões ideológicas, porque, se ela pertence ao PC do B, Márcio Lacerda é do Partido Socialista.

Carlos Chagas, jornalista

FUTUROLOGIA

Hélio Fernandes indicado para o Prêmio Nostradamus

“Corruptíssimo, mesmo diante do espelho terá que explicar muitas coisas. Desde os 141 milhões para o PT-PT até o resto”. Isto foi dito pelo jornalista Hélio Fernandes, a respeito de Daniel Dantas, com o destaque que este comentário foi feito há cerca de três anos antes da “operação prende-prende da Polícia Federal, e solta-solta do presidente do STF Gilmar Mendes”, ou seja, em 2005. Com uma visão tão perfeita assim sobre o futuro, mestre Hélio merecia “o prêmio Nostradamus”, se ainda não existe, teria que ser criado.

Antonio Avellar, jornalista

SATIAGRAHA

Dantas

Descoberto, afinal, o segredo de Daniel Dantas: ele não existe. É um ectoplasma. Na “Folha”, o Alan Gripp descobriu e contou: “Daniel Dantas não é nem nunca foi dono do Banco Opportunity. Oficialmente ele é apenas cliente (sic) da instituição financeira. Apesar de confirmar que ele gere seus negócios de um gabinete na sede do banco, no Rio, o banco afirma que ele não tem relação com a administração do banco. Dantas aluga a marca Opportunity para os donos do banco. Dório Ferman, que também foi preso pela Polícia Federal, tem 99% das ações”.

Lula deve estar com inveja. Ele repete sempre: “Não sei”, “não vi”, “não me contaram”. Daniel Dantas basta dizer: “Eu não sou eu”.

Sebastião Nery, jornalista

ECONOMIA

Dólar sobe a R$ 1,585

O dólar fechou esta quarta-feira com alta moderada, seguindo o movimento do mercado global de moedas, em uma sessão de expectativa antes da decisão sobre o juro básico brasileiro. A moeda norte-americana subiu 0,32%, para R$ 1,585, operando durante toda a sessão na estreita faixa de R$ 1,582 a R$ 1,585.

No final da tarde, o dólar valorizou 0,5% frente a uma cesta com as principais moedas mundiais. Para Marcos Forgione, analista da Hencorp Commcor Corretora, isto resulta da queda dos preços do petróleo e do ouro, e pela expectativa do mercado em relação à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) para hoje.

Fabio Gehrke, da Reuters/MS

Comentário (III)

Bola para frente

Nem só de Daniel Dantas e de Salvatore Cacciola vive a política. O presidente Lula reuniu na segunda-feira todos os ministros que de uma forma ou de outra estão ligados à área social. São treze. No encontro deu-se um balanço da atuação de cada um e uma definição de metas a alcançar.

Há quem suponha haver coincidência entre a reunião e o início formal das campanhas para as eleições de outubro, mas mesmo assim qual o problema? Não pode um governo dar seguimento a seus projetos só por que o País encontra-se em período eleitoral?

Carlos Chagas, jornalista

OPINIÃO

Neste julho, graças ao choque cultural provocado pela lei seca, primeiro, e pelo barulho armado em torno da Operação Satiagraha, depois, fazia tempo que não se topava por aqui com uma discussão a quente sobre duas coisas sem as quais a sociedade democrática vira uma terceira, desfigurada. Direitos individuais, de um lado. Interesse público, de outro. De um lado e de outro não porque se oponham necessariamente, mas porque são duas metades de uma engrenagem feitas para funcionar em permanente tensão.

Luiz Weis, jornalista

FRASE DA VEZ_3/25

“Contestar a instituição do habeas-corpus para fazer demagogia, como faz o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT), é uma vilania leviana”.

José Nêumanne, jornalista e escritor