Arquivo do mês: junho 2008

Pesquisa realizada pelo jornal O ESTADO DE SÃO PAULO:

“O modelo de demarcação das terras indígenas usado pelo governo expulsa os não-índios; Exército critica. Você concorda com quem?”

Governo
21820 votos – 13%
Exército
143822 votos – 87%

Total: 165642 votos

FARSA

Ianomami, nem com “i” nem com “y”

“Consultei o `Mapa Etno-Histórico de Curt Nimuendajú’ (IBGE/MEC – edição de 1981), considerado exaustivo como estudo científico das tribos, etnias, migrações e populações índigenas no Brasil, e verifico que não se registra nele nenhuma tribo chamada “ianomami”, nem com I nem com Y, e nem com qualquer tipo de semelhança nominal ou ortográfica. Significa, portanto, que não existe e nunca existiu tal tribo”.

Adriano Benayon, embaixador

FRASE DA VEZ_3/4

“Ainda que o governo corte seus gastos correntes para elevar o superávit primário, resta o problema do pagamento de juros sobre a dívida interna, equivalente a 6,1% do PIB”.

Klaus Kleber, analista econômico

INFORMAÇÃO

Após a divulgação das despesas dos seguranças da família de Lula no ABC e em Santa Catarina, que acabaram ignorados pela CPI dos Cartões, a Presidência omitiu os dados referentes a R$ 1,8 mi gasto de janeiro a abril.

Renata Lo Prete (painel@uol.com.br)

Comentário (II)

Os inimigos da Amazônia

Um dos poucos brasileiros que tinham a coragem de apontar para o equívoco desta “iminente ameaça à nossa soberania” era o saudoso senador Jefferson Péres, que, num dos seus últimos discursos, disse: “Não tenho tanto medo da cobiça internacional sobre a Amazônia. Tenho medo da cobiça nacional sobre a Amazônia, da ação de madeireiros, de pecuaristas e de outros que podem provocar, repito, o holocausto ecológico naquela região.”Não creio que exista uma conspiração em curso com o objetivo de internacionalizar a Amazônia. A lógica é simples: os alegados interesses econômicos de outros países não precisam de tropas ou domínio estrangeiro para usufruir as riquezas da região.

Virgilio Viana, diretor-geral da Fundação Amazonas Sustentável

OPINIÃO

Dívidas externa e interna, um câncer

Com todas essas ações de violência que dominam não só o Estado do Rio, mas o Brasil todo. Com a ressurreição da preocupação com a Amazônia, agora pelo menos nas manchetes dos jornais. Com toda a arrogância do governo de que “ninquém fez mais do que eu em toda a nossa História”. Com o “otimismo” provocado pela “bolsa família” (“a grande solução social”), esqueceram de um fato importantíssimo. Trata-se da “dívida” externa e interna, o grande câncer que consome a vida brasileira.

Hélio Fernandes, jornalista

FILOSOFANDO

A afirmação proferida pelo pensador italiano Umberto Eco, na obra “O nome da rosa”, de que todas as instituições humanas são “speculum mundi”, ou seja, espelhos do mundo, amplia o leque de nossa singela reflexão: somos historicamente produtos e, simultaneamente, produtores de comportamentos, atitudes e valores na sociedade.

Benedito Luciano Antunes de França, mestre em Filosofia

PICARETAGEM

Lobby dos cartórios mostra a cara

O produto do poderoso lobby dos cartórios agora tem rosto no Senado: Almeida Lima (PMDB-SE). Ele se prestou ao papel de pedir vista de dois projetos a serem aprovados ontem pela Comissão de Fiscalização, que na prática proíbem de uma vez por todas o registro abusivo e ilegal, em cartório, dos contratos de financiamento de veículos. Ao pedir vista, Lima protelou a decisão e prolongou a picaretagem contra o consumidor.

Cláudio Humberto, jornalista e blogueiro

Frase_2/4

“Sou a mãe do PAS, mas quem vai criar o filho é outra pessoa.”

Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente

Guido Reni

Guido Reni - Susannah & the Elders
Susannah & the Elders

O Pintor

Guido Reni (1575-1642) foi um preeminente pintor do Barroco italiano. Formado inicialmente em música pelo pai, Daniele Reni, musicista a serviço da Signoria de Bolonha, Guido estuda pintura de 1584 a 1593 no ateliê do pintor flamengo Denis Calvaert, já então há muito instalado em Bolonha. Entre seus condiscípulos estão Francesco Albani e Domenichino.

Neste período, dedica-se intensamente ao estudo das gravuras de Dürer e das pinturas de Rafael. Por volta de 1595, adere à Accademia del Naturale (a futura Accademia degli Incamminati), que os irmãos Annibale e Agostino Carracci, juntamente com seu primo, Lodovico tinham aberto em 1582, evidentemente atraído pelas novidades antimaneiristas dos Carracci.

É deste período suas primeiras experiências pictóricas a partir de modelos de Annibale Carracci e de Rafael, do qual copia várias vezes o Êxtase de Santa Cecília, hoje na Pinacoteca Nazionale de Bolonha.

Entre 1608 e 1609, realiza os afrescos da Igreja de São Gregório Magno e em 1613 levou a cabo sua obra mais conhecida, o afresco Apolo e as Horas, Precedidos pela Aurora, no teto do pavilhão de descanso, no jardim do palácio Rospigliosi, em Roma.