Arquivo do mês: junho 2008

DESUMANIDADE

Ministro: alimento caro é oportunidade para o País

O preço dos alimentos não deverá baixar e nos próximos anos deve aumentar ainda mais, estratificando uma crise mundial que, paradoxalmente, representa mais oportunidade para o Brasil, prevê o ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca, Reinhold Stephanes. Em entrevista ao Jornal do Brasil Stephanes sugere, como saída para as classes menos favorecidas e mais prejudicadas nessa conjuntura, diminuir a tributação, aumentar subsídios ou distribuir cestas às pessoas de menor poder aquisitivo.

(Agência JB)

UTILIDADE PÚBLICA

Mega-Sena acumula. Vai a R$ 16 milhões

Ninguém acertou as dezenas do concurso 976 da Mega-Sena. O prêmio ficou acumulado em R$ 13.604.340,57 e a expectativa é de que atinja R$ 16 milhões no próximo, na quarta-feira (11).

As dezenas sorteadas hoje foram 14 – 23 – 25 – 28 – 38 – 53.

De acordo com a Caixa, 74 bilhetes acertaram a quina e vão receber R$ 21.152,88 cada um. A quadra vai pagar R$ 244,77 para cada uma das 6.395 apostas ganhadoras.

REVISTAS SEMANAIS

VEJA
Capa –
Obama entra para a História * Nem ciência, nem religião * Muita retórica, pouca ação * Todo o poder aos espiões de Chávezação * Desta vez, “quadrilha armada” * A pergunta de 418 milhões de dólares * O foro dos dinossauros

CARTA CAPITAL
Capa – Sindicalismo de resultados * Teixeira, sempre nas cercanias * Uma cerca na Amazônia * O BC, a Fazenda e o juro alto * O pacote meia-boca * A globalização do clown * Desejo de matar

EXAME
Capa –
No pelotão dos emergentes * 11 bilhões de reais em jogo * Até onde vai a força do real * Mais um recorde das montadoras * Um canal livre de impostos * O desafio de alimentar 6 bilhões de pessoas * Fernando Gabeira: Sete Perguntas

ISTOÉ
Capa –
O bicho da CSS * 10 ações que podem salvar a Terra * O grileiro da Amazônia * Um governador brigão * A quadrilha de Paulinho e a de Garotinho * Paulo Maluf conta sua história * O misterioso aluguel da família de Lula * O poder das milícias

ISTOÉ DINHEIRO
Capa –
Moeda Forte e Poder * Minc joga o laço * O ministro das idéias abatidas * Petróleo no fim do mundo * A armadilha dos juros no cheque * Reinhold Stephanes:
“Preços dos alimentos podem voltar a subir” * O primeiro dossiê contra Eike

ÉPOCA
Capa –
Entrevista com Francisco Longo: “Por uma burocracia flexível” * De: Raúl Reyes Para: Lula * Ele pode comprar a Amazônia? * A propina importada * Eles são do exército. Eles são parceiros. Eles são gays * Ela é tão durona quanto Dilma * Imagem derrubada

MANCHETES de hoje_8.jun.08

FOLHA DE SÃO PAULO – SP e MT lideram vendas de terras

a estrangeiros

O GLOBO – Contravenção pagou R$ 35,4 milhões em mensalão

para autoridades do Rio

TRIBUNA DA IMPRENSA – Ação pode dar nova chance a infiéis

com mandato cassado

CORREIO BRAZILIENSE – Oposição prepara ataque contra Dilma

na venda da Varig

DIÁRIO DE NATAL – Volume de drogas apreendidas no RN dobra

desde 2007

JORNAL DO BRASIL – Governo prepara volta dos bingos

ESTADO DE SÃO PAULO – Sócio brasileiros compraram VariLog

sem gastar nada

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Trânsito: crimes sem castigo

TRIBUNA DO NORTE – Caern inclui tratamento de esgoto no

projeto do emissário

A TARDE – Nem cesta básica escapa do imposto



ZERO HORA – Governo sofre ataques desleais, diz Yeda

em pronunciamento

ESTADO DE MINAS – Denúncia contra o PT: Irmão de

ex-presidente do Bancoop revela desvio

Poesia

Ignorabimus

Quanta ilusão!… O céu mostra-se esquivo
E surdo ao brado do Universo inteiro…
De dúvidas cruéis prisioneiro,
Tomba por terra o pensamento altivo.

Dizem que Cristo, o filho de Deus vivo,
A quem chamam também
Deus verdadeiro,
Veio o mundo remir do cativeiro!…
E eu vejo o mundo ainda tão cativo!

Se os reis são sempre os reis, se o povo ignaro
Não deixou de provar o duro freio
Da travessia e da miséria o trato;

Se é sempre o mesmo engodo e falso enleio,
Se o homem chora e continua escravo,
De que foi que Jesus salvar-nos veio?…

O Poeta

Tobias Barreto foi filósofo, jurista e poeta. Nasceu em Sergipe, em 1839. Fundou a Escola Candoreira. Foi para a Bahia em 1861 com a intenção de tornar-se um religioso, mas mudou de idéia. Posteriormente lecionou na Faculdade de Direito do Recife, onde manteve contato com Sylvio Romero, que chegou a prefaciar um de seus livros em 1870.

Teria influenciado o jurista Clóvis Bevilacqua (1859-1944), que entrou para esta faculdade em 1878. Seus escritos refletiriam suas leituras de pensadores como Schopenhauer, Kant, Strauss e Hartman. Embora mulato, Tobias Barreto aderiu às teses de teóricos do racismo como Haeckel e Buckle; sua defesa de pontos de vista germanistas era tal que seus seguidores se autodenominavam “os renovadores da Escola de Recife.”

Sobre essa postura de Tobias Barreto que exemplifica a adesão de não-brancos e mestiços a ideologias racistas que vão contra eles mesmos, Gilberto Freyre comenta, “Não faltam desvantagens [nos filhos mestiços de senhores com escravas]: os preconceitos inevitáveis contra esses mestiços.

Preconceitos contra a cor, da parte de uns; contra a origem escrava, da parte de outros. Sob a pressão desses preconceitos desenvolvem-se em muito mestiço evidente complexo de inferioridade que mesmo no Brasil, país tão favorável ao mulato, se observa em manifestações diversas.

Uma delas, o enfático arrivismo dos mulatos, quando em situação superior de cultura, de poder ou de riqueza. Desse inquieto arrivismo podem-se salientar duas expressões características: Tobias Barreto – o tipo do novo-culto (…); e na política, Nilo Peçanha.”

Algumas da obras de Tobias Barreto foram “Dias e Noites”, “Um Sinal dos Tempos”, “Igualdade Contra a Hipocrisia”, “Aqui para Nós” e “Vários Escritos”. Faleceu em Recife, Pernambuco, em 1889.

RAPOSA SERRA DO SOL

Presença estrangeira em Roraima

(…) Afinal, quais as explicações para o suposto interesse dos estrangeiros por Roraima? Residiria este interesse na sua posição estratégica, distante duas horas da Venezuela? Será que a cobiça internacional enxergaria neste território de fronteira um ponto avançado para controlar a tendência de esquerda da Venezuela? Ou os interesses estariam nos minérios de ouro, diamantes, cassiterita e urânio existentes no rico subterrâneo de Roraima?Apesar da falta de certezas, todos os dias mais estrangeiros chegam ao aeroporto de Roraima em missões para catequizar índios.

Viviane Menna Barreto

FRASE DA VEZ_2/7

“Quem deu a Blairo Maggi tanto poder? Os vários governos., principalmente o de FHC, não anulado por Lula. Agora, imploram a ele”.

Sebastião Nery, jornalista

Contra o Estado Policial

Fala o pastor protestante Martin Niemöller: “Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar…”

Berthold Brecht, 1933

LIBERDADE

Contra a intolerância religiosa

Vivemos num Estado laico, a Constituição federal nos deu essa prerrogativa. Logo, o livre exercício de culto deve ser respeitado por todos. A intolerância de evangélicos contra todos os que não seguem a sua religião está chegando às raias do absurdo da intolerância, e este último ataque a um terreiro de umbanda no Rio tem de ser combatido por todos e obrigatoriamente pelas autoridades.

Marcos Barbosa (micabarbosa@yahoo.com.br)

Carybé

Hector Bernabó Caribé - a chuva - 1989
A Chuva – 1989

O Pintor

Hector Julio Paride Bernabó (1911, Argentina – 1997, Bahia) viveu a infância entre Gênova e Roma, na Itália. Chegando ao Brasil, freqüentou a Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro . Seguiu mais tarde para Salvador (BA), onde se fixou definitivamente a partir dos anos 50, casou-se com Nancy Bernabó e teve dois filhos, Ramiro e Solange.

Em seu currículo inclui dezenas de exposições individuais no Brasil e no exterior, e diversas participações em exposições coletivas. Em 1956 teve sala especial na Bienal de Veneza (Itália). Ilustrou vários livros de Mário de Andrade, Rubem Braga, Gabriel Garcia Márquez, Jorge Amado, etc. Em 1996 expôs na Casa de Galícia, em Madri (Espanha) e na Galeria Debran’t, em Paris (França).

Executou murais no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Montreal e no aeroporto Kennedy de Nova York. Expôs impressões e desenhos na Tryon Galery de Londres; teve um de seus quadros oferecido pelo governo da Bahia à Coroa Inglesa em sua visita ao Brasil e de passagem pela Bahia.