Arquivo do mês: junho 2008

CORRUPÇÃO

Bicho pagava propina até a delegacias

Informações do pen drive apreendido com o bicheiro Rogério Andrade, preso em 2006, revelam que a cúpula da contravenção pagou propinas até para policiais da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco), encarregada de investigar as máfias de caça-níqueis, jogo do bicho e bingos. De acordo com planilhas que constavam no pen drive, em poder da Polícia Federal, a previsão dos gastos da quadrilha com o mensalão pago a delegacias distritais e especializadas, além de batalhões da Polícia Militar, chegava a R$ 216 mil.

DE OLHO NO VOTO

Gastos disparam nos Estados e municípios

Governadores e prefeitos abriram os cofres nos primeiros quatro meses do ano e ampliaram os gastos muito acima da inflação. De janeiro a abril, as despesas não financeiras de Estados e municípios cresceram 14,5% em termos reais, em relação ao mesmo período de 2007, segundo cálculos de Fernando Montero, economista-chefe da corretora Convenção. A União foi mais comedida e suas despesas avançaram 4,5% reais.

MANCHETES do dia_9.jun.08

FOLHA DE SÃO PAULO – Governo busca evitar que Dilma
deponha sobre a Varig no Senado

O GLOBO – Chávez exorta Farc a pôr fim à guerrilha

TRIBUNA DA IMPRENSA – Oposição quer que Dilma vá
ao Congresso

CORREIO BRAZILIENSE – Senado enfrenta epidemia
de licenças médicas

DIÁRIO DE NATAL – Lula autoriza aperto fiscal de
4,5% do PIB

JORNAL DO BRASIL – Oposição inicia semana no calcanhar
de Dilma

VALOR ECONÔMICO – Governistas e oposição unem-se
para manter a Cide

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Oposição quer ouvir Dilma

TRIBUNA DO NORTE – Mudança de sexo será feita em
hospitais universitários

GAZETA MERCANTIL – Saúde gera venda e atrai produção
de máquina

ZERO HORA – Governo monta operação para proteger Lula

ESTADO DE MINAS – Governistas querem impedir depoimento
de Dilma no Senado

Poesia

Poema que aconteceu

Nenhum desejo neste domingo
nenhum problema nesta vida
o mundo parou de repente
os homens ficaram calados
domingo sem fim nem começo.

A mão que escreve este poema
não sabe o que está escrevendo
mas é possível que se soubesse
nem ligasse.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

MAIS BALA

Fogo amigo e inimigo sobre PT-governo

A acusação de Denise Abreu, de que a ministra Dilma Rousseff fez ingerências descabidas na venda da Varig, abre a oportunidade de investigar outro exemplo da promiscuidade, muito mais grave. É a armação de compra da Brasil Telecom pela Oi/Telemar, por intermédio de violências administrativas do governo Lula contra a lei em vigor.

FRASE DA VEZ_3/8

“É improvável que se encontre, na histórica improbidade administrativa brasileira, uma articulação mais cínica entre governo e negócios privados”.

Jânio de Freitas, jornalista

PERGUNTA INDISCRETA

“Por que a proposta de 738 milhões da TAM pela Varig foi recusada e a de 320 milhões da Gol foi aceita?”

Reportagem da Veja

ESCÂNDALO

Brasileiros compraram VarigLog sem dinheiro

As pressões, lobbies e jogos de interesses que envolveram a compra da VarigLog tiveram início com um negócio nebuloso: a formação da sociedade entre três empresários brasileiros e o fundo americano de investimentos Matlin Patterson. Embora aparecessem formalmente como controladores da VarigLog, os brasileiros não desembolsaram um real sequer para comprar a empresa.

SUSPEITA

Outro dissidente do PT com morte suspeita

O Ministério Público de São Paulo vai investigar a morte de Luís Eduardo Saeger Malheiro, ex-presidente da Bancoop, cooperativa habitacional dos bancários. Dois anos antes de morrer num acidente de carro em 2004, ele havia sido alertado a reforçar a segurança. Segundo um irmão da vítima, Malheiro tinha de entregar dinheiro para campanhas do PT.

OPINIÃO

“A Varig tinha um buraco de 7,9 bilhões de reais. Alguns dos maiores escritórios de advocacia do Brasil responderam que a própria Varig teria de arcar com a dívida. Os empresários reunidos em torno de Roberto Teixeira sentiram-se amparados para apostar no contrário. Teixeira tinha o poder de escancarar as portas do governo. Ele fazia chover”.

Diogo Mainard, jornalista